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21 de outubro de 2013

Grupo com Petrobras e Shell vence o leilão

Grupo também é composto pelas chinesas CNPC e CNOOC.

O consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC arrematou nesta segunda-feira (21) o campo de Libra e foi o vencedor do primeiro leilão do pré-sal sob o regime de partilha – em que parte do petróleo extraído fica com a União.

Único a apresentar proposta, contrariando previsões do governo, o consórcio ofereceu repassar à União 41,65% do excedente em óleo extraído do campo – percentual mínimo fixado pelo governo no edital. Nesse leilão, vencia quem oferecesse ao governo a maior fatia de óleo. O consórcio vencedor também terá que pagar à União um bônus de assinatura do contrato de concessão no valor de R$ 15 bilhões. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), esse valor deve ser pago de uma vez. O pagamento tem que estar depositado para que o contrato seja assinado – o que a Magda Chambriard, diretora geral da agência, previu que aconteça em cerca de 30 dias.

A Petrobras deverá arcar com 40% desse pagamento porque terá a maior participação no consórcio vencedor (40%). Isso porque, embora a proposta aponte uma fatia de 10% para a estatal, a empresa tem direito, pelas regras do edital, a outros 30%. A Shell e a francesa Total terão 20% (cada uma). Já as chinesas CNPC e CNOOC terão 10% cada.

Total e Shell surpreenderam
Analistas afirmam que a entrada das empresas Shell e Total no consórcio vencedor surpreendeu. Isso porque o regime de partilha é visto por eles como desvantajoso para as empresas participantes.
Já era esperado que teria só um consórcio e que a Petrobras entraria. Eu acho que a única surpresa é a Shell e a Total terem entrado, porque num  primeiro momento as pessoas achavam que elas não entrariam”, disse o ex-presidente da ANP David Zylbersztajn.

Outro fato que surpreendeu no resultado do leilão foi a pequena participação das estatais chinesas. CNPC e CNOOC terão 10% do consórcio cada. Analistas do setor acreditavam que as empresas asiáticas liderariam a rodada, devido à grande necessidade de petróleo na China, que é um dos maiores consumidores mundiais.

O campo de Libra
O campo de Libra fica na chamada Bacia de Santos, a cerca de 170 quilômetros do litoral do estado do Rio de Janeiro. A sua área é de cerca de 1.500 quilômetros quadrados. De acordo com o governo, é a maior área para exploração de petróleo do mundo. A estimativa é que Libra chegue a produzir 1,4 milhão de barris por dia, quase cinco vezes a produção do campo de Marlim Sul, que hoje ocupa a liderança no Brasil com 284 mil barris diários. Segundo a ANP, o maior campo do mundo, de Ghawar Field, na Arábia Saudita, tem de 75 bilhões a 83 bilhões de barris recuperáveis e produção média diária de 5 milhões de barris.

O óleo presente no campo de Libra é do tipo leve, que tem maior valor de mercado. A ANP estima que, entre 2013 e 2016, sejam investidos cerca de R$ 400 bilhões no setor de petróleo e gás no país – boa parte desse valor vai ser demandada pela exploração de Libra, com a compra de bens e serviços. Segundo especialistas, o início da produção pode levar de 5 a 10 anos, a depender da geologia do local e dos investimentos feitos pela empresa vencedora. O pico da produção pode levar 15 anos para ser atingido.

As empresas
Sobre o modelo de partilha, o presidente da Shell do Brasil, André Araujo, disse que já conhece as condições do contrato há bastante tempo e não é uma surpresa que vem hoje para eles. "Com a experiência que nós temos em exploração de águas profundas a gente via poder contribuir com esse consórcio e a gente sabe que é do interesse de todo mundo que faz parte desee consórcio que ele seja bem sucedido".

Ele não quis comentar a estratégia do consórcio. "Eu estou muito satisfeito porque ele se compõe da empresa líder em exploração em águas profundas. Estamos satisfeitos porque a Petrobras teve 10% e mostra o interessa da Petrobras dentro do projeto. Nós temos outras companhias que têm experiência internacional em exploração de águas profundas e isso faz com que o consórcio tenha um bom desenho".

Fonte: G1

Governo realiza o leilão de Libra, a maior reserva de petróleo do Brasil

Exploração do campo deve dobrar reservas nacionais de petróleo, diz ANP.

Na expectativa sobre o número de consórcios participando da disputa, o governo realiza nesta segunda-feira (21/10), no Rio de Janeiro, o leilão do campo de Libra, o primeiro prevendo a exploração de petróleo e gás natural na camada pré-sal sob o regime de partilha (em que a União fica com parte do óleo extraído pelas empresas vencedoras).

Otimismo
A expectativa da ANP é que sejam recuperados em Libra entre 8 e 12 bilhões de barris de óleo. Apenas 11 empresas, entre elas a Petrobras, confirmaram interesse pelo negócio e ficaram de fora da disputa gigantes do setor como as norte-americanas Exxon Mobil e Chevron e as britânicas BP e BG. A previsão inicial da diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, era de que até 40 empresas participassem do leilão.

As 11 empresas habilitadas para participar da rodada são: CNOOC International Limited (China), China National Petroleum Corporation (China), Ecopetrol (Colômbia), Mitsui & CO (Japão), ONGC Videsh (Índia), Petrogal (Portugal), Petronas (Malásia), Repsol/Sinopec (Hispano-Chinesa), Shell (Anglo-Holandesa), Total (França) e a Petrobras (Brasil). De acordo com a ANP, dessas 11, nove apresentaram garantias de oferta, mas mesmo as que não apresentaram podem participar em consórcio com outras que tenham apresentado.

Os recursos que a União vai arrecadar com a exploração do campo representam “nosso passaporte para o futuro” (disse a Presidente Dilma). A expectativa é do país arrecadar entre R$ 300 e R$ 700 bilhões nos próximos 35 anos (prazo da concessão), que serão transferidos pelas concessionárias ao governo e investidos em educação e saúde.

Regras do leilão de Libra
Vence o leilão de Libra o consórcio ou empresa que oferecer à União o maior fatia do petróleo a ser extraído do campo, tendo como percentual mínimo 41,65%. Por isso o regime desse tipo de concessão é chamado de partilha: empresas repartem com o governo o resultado da exploração.

Pelo modelo antigo – e que vai continuar valendo para campos fora do pré-sal –, os consórcios vencedores ficam com todo o óleo de um bloco arrematado em leilão, pagando ao governo apenas impostos, royalties e participação especial.

Nesta rodada, não haverá lance mínimo. Apenas um consórcio será vencedor e ele terá que pagar à União um bônus de assinatura do contrato de concessão no valor de R$ 15 bilhões. O edital também prevê que a Petrobras será a operadora do campo de Libra, com participação mínima de 30% na concessão. Isso significa que, mesmo que a empresa brasileira não faça parte do consórcio vencedor, terá depois que ser aceita como sócia do projeto com 30% de participação, responsável pelo plano de desenvolvimento dos campos.

As empresas interessadas no campo de Libra poderão se unir em consórcio para apresentação de ofertas. O consórcio, no entanto, deverá possuir pelo menos 1 empresa de “Nível A” (capacitada a operar em águas profundas), caso a Petrobras não faça parte do consórcio licitante, e poderá reunir, no máximo, cinco empresas. O prazo do contrato com o consórcio vencedor é de 35 anos sem prorrogação.

Segundo a ANP, a exploração do campo de Libra deve dobrar as reservas nacionais de petróleo – estima-se cerca de 26 bilhões a 42 bilhões de barris (as reservas nacionais são hoje de 15,3 bilhões de barris. Já as reservas de gás somam atualmente 459,3 bilhões de metros cúbicos e também devem duplicar com Libra). Com uma recuperação estimada em 30% do volume total, a perspectiva é que Libra seja capaz de produzir de 8 a 12 bilhões de barris de petróleo.

O Brasil espera uma produção de 1 milhão de barris por dia da área de Libra, a maior reserva de petróleo já descoberta no país.

Fonte: G1

14 de agosto de 2013

12ª Rodada oferecerá 240 blocos em 12 estados

A 12ª  Rodada de Licitações da ANP ofertará 240 blocos exploratórios terrestres com potencial para gás natural em sete bacias sedimentares, localizados nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão, Paraná, São Paulo, totalizando 168.348,42 Km² A realização da rodada, prevista para o fim de novembro deste ano, foi autorizada pela Resolução nº 6, de 23/6/2013, publicada na edição de hoje (07/08) do Diário Oficial da União (DOU).


Serão 110 blocos em áreas de novas fronteiras nas bacias do Acre, Parecis, São Francisco, Paraná e Parnaíba, como forma de atrair investimento para regiões ainda pouco conhecidas ou com barreiras tecnológicas a serem vencidas, permitindo o surgimento de novas bacias produtoras de gás natural e de recursos petrolíferos convencionais e não convencionais. A área desses 110 blocos é de 164.477,76 Km2.

Também foram incluídos 130 blocos nas bacias maduras do Recôncavo e de Sergipe-Alagoas, com o objetivo de dar continuidade à exploração e produção de gás natural a partir de recursos petrolíferos convencionais e não convencionais contidos nessas regiões. Esses 130 blocos totalizam 3.870,66 Km2.

Fonte: Guiaoffshore

17 de junho de 2013

Baker Hughes já produz brocas PDC em Macaé

Dentro de um mês, a Baker Hughes irá inaugurar, em Macaé, sua fábrica de brocas do tipo PDC. Segundo o diretor de negócios da companhia, Saul Plavnik, que participou na quarta-feira, (12/06), da Sessão Plenária da Brasil Offshore "Integridade Interface Poço e Reservatório", a nova unidade já está produzindo e atenderá ao mercado brasileiro e América Latina. "Vamos começar com uma capacidade reduzida, produzindo de 20 a 30 brocas por mês. Mas essa unidade tem condições de produzir um número maior", afirmou Plavnik. Com a nova fábrica, Plavnik afirma que a Baker Hughes praticamente neutraliza a importação desse material. "Passamos a importar somente brocas com diâmetros muito grandes", disse. "Essa já é uma tecnologia que vem sendo otimizada e redesenhada para otimização, por exemplo, nos poços do pré-sal. Por isso a importância dessa fábrica aqui (Macaé). Nós poderemos fazer redezenho, ou mesmo ajustes no desenho da broca para a formação que encontramos no pré-sal, e com isso conseguiremos entregar o material para alguma necessidade particular em pouco tempo", finalizou. Fonte: TN Petróleo

6 de julho de 2012

Sobram vagas, mas faltam profissionais em Petróleo e Gás

A descoberta do pré-sal intensificou a busca por profissionais aptos a atuar na área. O Brasil é um destino promissor para empresas fornecedoras da cadeia produtiva de petróleo e gás, que poderão diversificar negócios e principalmente absorver mão de obra especializada. Por isso, os chamados engenheiros de petróleo são cada vez mais disputados pelo mercado de trabalho e a especialização destes profissionais é indispensável.

Segundo pesquisa de mercado, desenvolvida pela empresa de recrutamento Hays, o Brasil está na crista da onda e este patamar deve aumentar ou ficar, no mínimo, estável nos próximos anos, até que sejam descobertas novas reservas no país. A pesquisa também apontou que a média salarial para profissionais da área de petróleo e gás no Brasil subiu 27,6% em um ano, ficando em cerca de R$ 215.450 anuais (R$ 17.950 ao mês), enquanto o crescimento médio global foi de apenas 6,13%, com remuneração média de US$ 80.458 ao ano. O estudo, realizado entre outubro de 2010 e outubro de 2011, concluiu que Brasil e Austrália estão à frente dos demais 51 países pesquisados, liderando as contratações no setor.

De acordo com Matt Underhill, responsável pela pesquisa, os campos de exploração de pré-sal estão oferecendo desafios para os engenheiros e as empresas e as companhias não estão medindo esforços para atrair os melhores talentos. No entanto, a escassez de mão de obra qualificada, principalmente de engenheiros, continua sendo problema para o setor. O estudo revelou ainda que o número de brasileiros trabalhando no exterior na área caiu de 20% para 10%, entre 2010 e 2011. Segundo Underhill, os números são resultados da alta demanda interna por profissionais da área.

O engenheiro de petróleo deve possuir avançados conhecimentos em engenharia, geofísica, mineração e geologia para atuar em refinarias, plataformas marítimas e petroquímicas. Além de atuar na exploração, o profissional é contratado para trabalhar em perfuração, transporte, instalação de sistemas submarinos, de gasodutos e no desenvolvimento de projetos.  Para o coordenador dos cursos de Pós-Graduação a Distância em Petróleo e Gás do wPós, Róbison Gonçalves de Castro, a especialização na área é fundamental, pois trata-se de área específica, com particularidades próprias, que exige conhecimentos específicos com grau de aprofundamento, mesmo nas áreas tradicionais de gestão.

A escassez de mão de obra qualificada na área faz com que profissionais especializados sejam cada vez mais valorizados e disputados pelo mercado de trabalho.

9 de junho de 2012

Petrobras informa que fez nova descoberta de petróleo


A Petrobras informou nesta sexta-feira (8) que descobriu petróleo de boa qualidade no terceiro poço perfurado na área da Cessão Onerosa, na área Sul de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos.
"De acordo com o contrato, nessa área a Petrobras tem o direito de produzir até 319 milhões de barris de óleo equivalente", informou a companhia, em comunicado.
O poço, denominado 1-BRSA-1045-SPS (1-SPS-96), está localizado na porção sul do Campo de Sapinhoá, em lâmina d'água de 2.202 metros, e a uma distância de 320 km do litoral do Estado de São Paulo.
A cessão onerosa é o contrato fechado entre a estatal e o governo federal no qual a empresa recebeu R$ 75 bilhões em troca de 5 bilhões de barris de petróleo que serão retirados de campos do pré-sal.

Em fevereiro, a Petrobras concluiu a perfuração do primeiro poço na cessão onerosa e comprovou a existência de um reservatório gigante na área exploratória de Franco, localizada no pré-sal da bacia de Santos.

De Franco, a Petrobras poderá extrair até 3 bilhões de barris, segundo o contrato da cessão onerosa. Outros 2 bilhões de barris que poderão ser explorados por meio deste contrato com a União estão localizados em outras áreas da mesma região do pré-sal.

5 de junho de 2012

Statoil vê mais portunidades perto de descoberta em Campos

A petrolífera norueguesa Statoil vê mais oportunidades perto do bloco Pão de Açúcar, onde o consórcio integrado pela empresa, Repsol e Petrobras encontrou  grande reserva de óleo e gás, na bacia de Campos.  "Vemos outras oportunidades próximas", afirmou Tim Dodson, chefe de exploração da Statoil à Reuters.

A espanhola Repsol, operadora do bloco BM-C-33, situado em região pré-sal da bacia, afirmou que a área possui recursos totais de 1,2 bilhão de barris de óleo equivalente, incluindo mais de 700 milhões de barris de petróleo leve. O bloco é operado pela Repsol Sinopec Brasil, com 35 por cento de participação em um consórcio formado por Statoil (35 por cento) e Petrobras (30 por cento).


Fonte: Guia Offshore

15 de abril de 2012

Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da bacia de Santos

A Petrobras fez nova descoberta de petróleo ao Norte do campo de Lula, no pré-sal da bacia de Santos. O novo poço 1-RJS-689A (1-BRSA-925A RJS), chamado de Dolomita Sul, está localizado em profundidade de água de 1747 metros, a 177 quilômetros da costa do Estado do Rio, no Bloco BM-S-42. A Petrobras é a única concessionária desse bloco.
 
Segundo informado em nota pela estatal, o óleo é 'de boa qualidade'. "Essa descoberta confirma o potencial da região do pré-sal, fora dos limites das primeiras descobertas [área conhecida como cluster] da Bacia de Santos", informou a Petrobras em nota.

De acordo com a companhia, o poço, ainda em perfuração, busca também outros "objetivos mais profundos". Após o término da perfuração, a Petrobras planeja avaliar a produtividade desses reservatórios por meio de testes de formação.

"A descoberta foi comprovada por amostragem de petróleo, em reservatórios em camadas pré-sal, situados a cerca de 5.660 metros de profundidade", completou.

Fonte: Guia Offshore

9 de abril de 2012

FMC e Petrobras assinam acordo para fornecimento de tecnologias para o pré-sal

A FMC Technologies, líder na fabricação de equipamentos submarinos para a indústria do petróleo, e a Petrobras assinaram um acordo para fornecimento de tecnologias para o pré-sal. A princípio, o negócio envolve o fornecimento de 78 'árvores submarinas', que atuarão em profundidades de 2,5 mil metros. A receita gerada soma um valor aproximado de US$ 900 milhões.

Mas, de acordo com a FMC, o escopo total poderia incluir a entrega de até 130 árvores submarinas, controles e ferramentas relacionadas. Este acréscimo pode aumentar o valor do negócio, chegando a US$ 1,5 bilhão, se de fato todos os equipamentos forem encomendados.

Os equipamentos serão desenvolvidos no centro tecnológico sul-americano da FMC e montados na fábrica de sistemas submarinos da companhia, ambos localizados no Rio de Janeiro. As árvores terão cerca de 70% de conteúdo local e as entregas terão início nos primeiros meses de 2014.

"Fizemos investimentos significativos em nossas operações brasileiras para permitir a fabricação do produto em larga escala e o desenvolvimento de novas tecnologias", disse Tore Halvorsen, vice-presidente sênior da FMC Tech. "A Petrobras já distribuiu mais de 500 árvores submarinas para nossas operações no Brasil ao longo dos últimos 30 anos, e temos o prazer de apoiá-los no desenvolvimento de seus reservatórios do pré-sal", concluiu.

30 de setembro de 2011

Senador Wellington Dias pede através de carta apoio na votação do pré-sal

O senador Wellington Dias (PT) é autor do projeto que tramita na Casa sobre a divisão dos royalties do pré-sal, e encaminhou nesta quinta-feira (29/09) uma carta aberta a senadores, deputados e governadores pedindo apoio para que a proposta seja votada na próxima terça-feira (04/10), no plenário do Senado.

Trata-se do dia anterior à votação, já marcada para quarta (5), do veto à chamada emenda Ibsen, que prevê uma divisão mais igualitária dos royalties entre os estados produtores e não produtores. Isso retiraria recursos de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, principais produtores.

O projeto de Wellington Dias considerada a estimativa de arrecadação com petróleo em 2012 de R$ 28 bilhões. Com este valor, o projeto destinaria aos estados e municípios produtores R$ 12 bilhões. A União ficará com R$ 8,8 bilhões. Já os estados e municípios não produtores ficariam com cerca de R$ 8 bilhões.

A urgência do projeto de Dias foi anunciada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na última terça-feira (27/09). O projeto terá votação imediata em plenário, sem tramitar em comissões. A proposta deve passar por duas votações, uma no Senado e uma na Câmara. A votação do Senado está prevista para ocorrer na sessão da próxima terça-feira.

Segundo o senador, o relatório com a proposta final deve ser entregue à Mesa do Senado na segunda-feira (3) e ainda pode trazer mudanças nos valores das divisões. "Creio que estamos chegando no limite dos limites pela via das negociações", disse o senador na carta.

20 de junho de 2011

Brasil Offshore foi um sucesso


Cerca de 40 países estiveram presentes na 6ª edição da Brasil Offshore (Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás). O evento, realizado entre os dias 14 e 17 de junho (segunda a sexta-feira), na cidade de Macaé/RJ, reuniu 700 expositores nacionais e internacionais, dos quais 282 participaram pela primeira vez do encontro.


A presença estrangeira foi o destaque nos quatro dias da Feira, com incremento de 38% em relação à ultima edição. Estrearam no evento Polônia, Áustria, Dinamarca, Espanha, Austrália, Bélgica, Canadá e Irlanda. Já os países França e Alemanha duplicaram a quantidade de empresas que trouxeram, em comparação a 2009.


Segundo o Diretor da Reed Exhibitions Alcântara Machado, Paulo Rezende, a confirmação que a cidade de Macaé sediará a Brasil Offshore por mais 10 anos reforça a importância do evento no calendário mundial do segmento. “O crescimento do interesse de outros países na Feira mostra a consolidação das empresas brasileiras no setor. E a convivência de companhias internacionais, respeitando as políticas e regulamentações de exploração, evidencia o mercado promissor do segmento de petróleo e gás”, analisa.

A tecnologia para exploração do pré-sal foi um dos principais temas trabalhados por expositores e palestrantes. Serviços e produtos foram amplamente apresentados, e a perspectiva é que os desdobramentos da Feira colaborem ainda mais para a expansão do setor. De acordo com Fernando Machado, Co-chair da Conferência, os desafios da camada pré-sal, devido às grandes profundidades, levaram as sessões a terem um grande apelo para tecnologia. “A Conferência Internacional é uma vitrine para que as empresas mostrem sua tecnologia, a aplicabilidade de seus produtos e suas soluções”, afirma Machado.

Em paralelo ao evento, ocorreu a Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás, na qual foram apresentados 93 trabalhos de 15 países. O encontro foi organizado pela SPE (Society of Petroleum Engineers) e IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Cerca de 50% dos trabalhos foram voltados para tecnologia de construção de poços, área que demanda maior investimento quando se trata de pré-sal. Outros assuntos também abordados na conferência foram reservatório, escoamento e processamento submarino, plataformas FPSO, gerenciamento de projetos e controle de areia.

O volume total de negócios, de visitantes, e da rodada de negócios da Brasil Offshore 2011 estão sendo apurados e serão divulgados no dia 22 de junho (quarta-feira).


31 de maio de 2011

Pré-sal freia desemprego no Nordeste

A criação de vagas de emprego em Recife e Salvador, com o aumento dos investimentos públicos e a exploração do pré-sal, foram os responsável pela estabilização do desemprego no mês de abril – que ficou em 11,1% pela 1º vez desde dezembro do ano passado – segundo dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e  Fundação Seade.

A descoberta de novas vocações, fora do eixo do turismo, como a indústria automobilística e o petróleo, foram as grandes responsáveis, segundo o economista Alexandre Loloian.

Aquela região do porto de Suape tem agora não só a refinaria de Abreu e Lima, mas também o porto todo e uma infinidade de empresas que estão se localizando naquela região, por conta até de regra alfandegária, com estímulos à importação e exportação. Além disso, a Fiat também vai abrir uma fábrica lá. Recife, finalmente, é outra metrópole do Nordeste que achou sua vocação, como Salvador já tinha achado.

A capital baiana também apresentou redução na taxa de desemprego – entre abril de 2010 e abril de 2011, houve uma redução de 17,4% no nível de desocupação. Agora, Salvador tem taxa de desemprego de 15,7%. Patrícia Lino Costa, economista do Dieese, destaca a posição da indústria na geração de empregos em Salvador.

Os dados da indústria em Salvador mostram que, no ano, a indústria cresceu 18% e hoje engloba 9% dos ocupados na região metropolitana. É uma proporção que vem aumentando. O crescimento da indústria mostra a importância na geração de empregos e no dinamismo na região de Salvador. Esse dinamismo se reflete no Nordeste e na Bahia, em especial.

Ao contrário de Salvador e Recife, Fortaleza foi a única capital do estudo que apresentou aumento do desemprego. Agora, 9,8% da PEA (População Economicamente Ativa) da região está sem trabalho, segundo a PED.

Apesar disso, com a evolução do emprego observada nos últimos meses, Loloian, da Fundação Seade, projeta que tanto a capital pernambucana como a baiana terão índices menores de desemprego no futuro.

Essas duas regiões metropolitanas não vão freqüentar mais taxas de desemprego de 20% ou 30% como foi na última década. Agora, vai ficar em 14% ou 15%. O investimento público tem sido fundamental. O porto, a transposição do canal… o Nordeste está sendo bem contemplado nos investimentos de infraestrutura, o que tem sido bem positivo. Daqui a pouco é a vez de Fortaleza, depois Natal. Esperamos que essa descentralização [na geração de empregos] ocorra mesmo.

Fonte: Portal R7

31 de março de 2011

Nordeste concentrará 78% do refino brasileiro

O crescimento econômico do Nordeste também se reflete no mercado de combustíveis: em nove anos, a região responderá por 78% da capacidade de refino do país. Esse e outros reflexos da exploração de petróleo e gás foram tema do seminário “O Nordeste e o pré-sal”, realizado nesta terça-feira (29/03), em Recife, e patrocinado pela Petrobras.

Em sua palestra durante o evento, o gerente-executivo de Programas de Investimento da área de Abastecimento da Petrobras, Luiz Alberto Domingues, explicou que a estratégia da Companhia para os próximos anos visa dar autossuficiência ao Brasil também no refino: atualmente, o consumo é 8% maior do que a quantidade de produtos das refinarias. A previsão é de que, em 2020, essa situação se inverta e a demanda pelos derivados de petróleos seja de 2,79 milhões de barris/dia; enquanto o volume processado será de 3,16 milhões, 13,2% maior.

O início dos esforços da Petrobras rumo à autossuficiência no refino foi no início dos anos 2000, com a modernização das instalações já existentes, construídas a partir dos anos 60. Agora, a fase é de investimento na ampliação do parque de refino. A Refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída no Complexo Portuário de Suape (a 60km de Recife), está entre os maiores empreendimentos da área. Em 2013, ela vai começar a processar 230 mil barris de petróleo diários. A partir da entrada em operação, as refinarias Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará, vão consumir 900 mil barris/dia (66% deles na Premium I).

Com as novas usinas, o parque de refino da Petrobras passará de 11 para 14 unidades. Há, ainda, aportes na área petroquímica, cuja matéria-prima também é o óleo: o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a PetroquímicaSuape (em Pernambuco). Além de garantir o abastecimento no mercado brasileiro, os investimentos também têm como objetivo o crescimento do mercado internacional de derivados de petróleo. “O mercado interno é nosso mercado premium. Foi o que nos sustentou nos últimos 50 anos e continuará sendo prioridade nos próximos 50”, ponderou Domingues.

Pernambuco
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco, Geraldo Júlio, estava entre os palestrantes do evento e ressaltou que o governo está atento a esse movimento na região e em Pernambuco, um dos principais focos de atenção da área de petróleo e gás no país. Não apenas pela Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape, mas também pela atração de estaleiros para Pernambuco. Os estaleiros estão se instalando devido às encomendas de navios da Transpetro, que buscam atender a demanda de aumento da produção de petróleo, especialmente com o pré-sal.

A criação do Fórum Suape Global é uma das ações do governo estadual. “Foi construída uma grande composição da sociedade, governo e um grande número de parceiros, para transformar o Estado num polo global provedor de bens e serviços para toda a cadeia”, explicou o secretário. As áreas de atuação do fórum são desenvolvimento de recursos humanos, desenvolvimento industrial, infraestrutura e meio ambiente, pesquisa, tecnologia e inovação, desenvolvimento de negócios e comunicação e divulgação. “Nossa meta é proporcionar o desenvolvimento de uma atividade industrial inovadora e de forte base científico-tecnológica, capaz de garantir a sustentabilidade para os próximos 50 anos. Vamos consolidar Suape como um centro irradiador de desenvolvimento”.

O seminário “O Nordeste e o pré-sal” foi promovido pelos Diários Associados de Pernambuco e contou ainda com a participação de especialistas como a diretora da consultoria Ceplan, Tânia Barcelar, e do presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Arlindo Almeida.

14 de março de 2011

OGX recebe árvore de natal molhada para fase da produção

A OGX recebeu a primeira árvore de natal molhada de produção. O equipamento foi fabricado pela GE Oil & Gas e é o primeiro encomendado por uma empresa privada nacional. O embarque da árvore de natal foi realizado em Jandira (SP), e a mesma já se encontra na base portuária da OGX, Briclog, localizada no Caju.

A árvore de natal molhada é instalada para permitir a produção de poços submarinos e é composta de um conjunto de válvulas e sensores de temperatura e pressão. Para quem deseja conhecer melhor esse eqipamento, vale a pena ver o artigo que publiquei no dia 17/11/10 (http://engpeg.blogspot.com/2010/11/arvore-de-natal-molhada-anm.html
).
Essa árvore de natal molhada será instalada no poço OGX-26HP, no prospecto de Waimea, na Bacia de Campos, como parte da primeira fase de produção da OGX. Essa primeira fase se dará através de um Teste de Longa Duração (TLD), a ser iniciado em meados deste ano com o FPSO OSX-1. Atualmente o FPSO OSX-1 se encontra em Cingapura em fase final de adaptação para as características do óleo de Waimea.

O poço OGX-26HP já foi perfurado, tendo um trecho horizontal de 1000 metros de comprimento. Após ser testado e equipado, o poço estará pronto para integrar a primeira fase de produção da OGX. A árvore foi fabricada em Cingapura e faz parte de um contrato que prevê a entrega de outros 4 equipamentos. O próximo também será fabricado em Cingapura e os três últimos, no Brasil.

27 de fevereiro de 2011

Lucro líquido da Petrobras cresce 17% em 2010 e atinge o recorde no país de R$ 35 bilhões

A Petrobras fechou o ano de 2010 com um lucro líquido de R$ 35,189 bilhões - 17% acima do que o registrado no ano anterior (R$ 30,051 bilhões), informou a empresa nesta sexta-feira.  O resultado é o maior já registrado na história da companhia, e consequentemente, de uma empresa no país. Somente no quarto trimestre, o lucro líquido chegou a R$ 10,602 bilhões, alta de 24% ante o trimestre anterior (R$ 8,566 bilhões). O forte crescimento do lucro no último trimestre foi atribuído à redução das despesas operacionais, em R$ 1,58 bilhão, além de gastos menores com tributos, com impacto positivo de R$ 1,28 bilhão.

Segundo o comunicado enviado ao mercado, o resultado anual foi influenciado pela alta da cotação do petróleo durante o ano e pelo aumento de 11% nas vendas de derivados. A Petrobras ressaltou que a valorização cambial provocou um impacto positivo no resultado de R$ 2,725 bilhões. A receita líquida da Petrobras em 2010 ficou em R$ 213,274 bilhões, 17% a mais do que em 2009 (R$ 182,834 bilhões). De outubro a dezembro, essa receita foi de R$ 54,492 bilhões, estável frente ao que fora constatado no terceiro trimestre.

Já o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 60,323 bilhões no ano passado -- incremento de 1% sobre o ano anterior. No quarto trimestre, totalizou R$ 14,584 bilhões, queda de 1% frente aos três meses imediatamente anteriores (R$ 14,736 bilhões). Os investimentos da estatal somaram R$ 76,411 bilhões ao longo de 2010. Isso representou um aumento de 8% em relação ao ano anterior (R$ 70,757 bilhões). Os principais recursos foram destinados para a área de exploração e produção, que recebeu R$ 32,426 bilhões. Em dezembro de 2010, a empresa tinha um endividamento bruto de R$ 117,9 bilhões, a maior parte (87%) financiada em longo prazo. Boa parte dessa dívida (46%) estava indexada em dólar e real (27%), sendo o BNDES (33%) era o maior credor da estatal.

INVESTIMENTOS
A Petrobras prevê investir R$ 93,66 bilhões em 2011, ante R$ 76,41 bilhões aplicados no ano passado. A maior parte do investimento orçado deve ser dirigida para a área de exploração e produção (R$ 42,99 bilhões), seguida pela área de Abastecimento (R$ 37,21 bilhões). O segmento de gás e energia deve receber outros R$ 4,67 bilhões e o internacional R$ 5,5 bilhões. Já os segmentos de Distribuição e Biocombustíveis devem receber cada 1% do investimento previsto para 2011.

Em 2010, a Petrobras investiu menos que o previsto em 2010. Ao todo, foram R$ 76,4 bilhões, diante de uma estimativa anterior de R$ 89 bilhões. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Almir Barbassa, minimizou o fato. Segundo ele, essa situação é histórica. "Raramente atingimos a meta", afirmou. Como justificativa, lembrou de atrasos na entrega de equipamentos e problemas na realização de licitações, que segundo ele, acontecem numa empresa que investe US$ 130 milhões por dia. "Acontece de não fazermos uma licitação no tempo planejado, pelo fato de as propostas serem altas. O importante é que o investimento está crescendo", ressaltou.

PRODUÇÃO
A Petrobras prevê ampliar em 2,5% a produção média de petróleo no país este ano, chegando à meta de 2,100 milhões de barris por dia. Para isso, a estatal conta com a entrada em produção de seis novos sistemas de produção, que vão significar 60 novos poços. Eles garantirão mais 265 mil barris/dia. Desse total, apenas 30 mil barris ainda virão de campos que estão sendo testados no pré-sal.

"Deve ser levado em conta que há um declínio médio de 8% a 10% dos campos mais antigos. Ainda assim, estamos com folga para garantir nossa meta", afirmou Barbassa. Em 2010, a produção da petrolífera foi de 2,004 milhões de barris diários. Na área de exploração, nove sondas estão perfurando pré-sal, com a perspectiva da chegada de outras três. A meta é que 20 poços na região sejam perfurados este ano.

26 de fevereiro de 2011

SETE BRASIL: A nova empresa da Petrobras

Estatal cria companhia privada para administrar cerca de U$$ 30 bilhões para construção de sondas do pré-sal.
Boa noite pessoal! Hoje trago-lhes uma novidade. É que desde o final do ano passado (2010), comentava-se que a Petrobras iria criar uma empresa só para administrar as 28 sondas encomendadas pela Estatal. Pois bem, em janeiro a empresa saiu do papel, mas o que exatamente fará essa empresa? Como ela funcionará? Quem estará no comando dela? Para responder essas e outras questões, segue um artigo retirado da Revista Veja (clique aqui para ver o artigo), onde relata o funcionamento da mesma e quem comandará tal empresa. Vejamos:
As 28 sondas que perfurarão a camada pré-sal e estão sendo licitadas atualmente pela Petrobras não serão administradas pela estatal. Em um ímpeto de reduzir despesas que possam aumentar seu endividamento, a companhia presidida por José Sergio Gabrielli começou, há mais de seis meses, a delinear a criação de uma empresa que cumpra essa tarefa. O nome dela é Sete Brasil e terá, no máximo, 10% de participação da Petrobras. Os outros investidores serão os fundos de pensão Petros, Previ, Funcef e Valia, além dos bancos Santander, Bradesco e o FI-FGTS. O nome 'Sete', uma alusão aos sete mares, foi pensado pelo diretor de Relações com Investidores da empresa, Almir Barbassa.

De administração privada, a Sete possui algumas peculiaridades. Apesar de ser uma holding nacional, ela será dona de uma holding na Áustria, que, por sua vez, controlará as reservas provadas (SPEs) da Petrobras diretamente da Holanda. A engenharia complexa das holdings se dá, segundo apurou o site de VEJA, por questões regulatórias. O Regime Aduaneiro Especial de Exportação e Importação de bens destinados à exploração e à produção de petróleo e gás natural (Repetro) exige que a propriedade das plataformas esteja fora do Brasil – pela Instrução Normativa nº 844, de 9 de maio de 2008, da Receita Federal. Desta forma, os recursos são captados localmente, mas capitalizam as holdings nos dois países europeus. “Mas o investimento retornará todo ao Brasil”, afirma uma fonte ligada à nova empresa. “Há tratados para evitar bitributação que determinam a utilização de Áustria e Holanda para o negócio”, diz.
O capital administrado pela Sete para gerenciar a construção dos navios-sonda pode chegar a 30 bilhões dólares (valor aproximado da licitação de construção dos 28 navios). Segundo comunicado da Petrobras, a empresa poderá ainda ser proprietária e responsável pela gestão dos equipamentos de perfuração, além de contratar financiamentos e seguros. Nesse contexto, ainda de acordo com o documento, a nova companhia não terá funcionários da estatal. “A empresa será uma companhia operacional, com empregados, executivos e colaboradores próprios”, afirma o comunicado.
A Sete administrará quantias bilionárias e terá de lidar com questões sérias de transparência – já que, apesar de privada, terá investimentos de empresas e fundos ligados ao governo. Em se tratando de Petrobras, esse é um ponto que merece atenção, pois esta foi e continua a ser muito penalizada na bolsa de valores – em grande parte devido à falta de transparência envolvendo a capitalização que lhe rendeu 124 bilhões de reais em setembro. A queda do papel PETR4 no ano já chega a 30%. As perspectivas de uma gestão com maior nível de governança poderão melhorar caso a Sete concretize seus planos de abertura de capital na BM&FBovespa, como prevê um executivo que participou do projeto. “Deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2011”, diz.

Licitação de sondas: A construção de sete das 28 sondas que perfurarão a camada pré-sal poderá ser efetuada pela EAS – Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de Pernambuco. A empresa apresentou a menor proposta para a estatal, de 664,2 milhões de dólares por unidade. A licitação prevê a contratação de até quatro lotes de sete sondas. Assim, o segundo, o terceiro e o quarto colocados na concorrência também podem levar. Neste caso, os próximos da lista são o consórcio Alusa Galvão e os estaleiros Brasfels, de Angra dos Reis, e Jurong, de Cingapura, mas que pretende construir no Espírito Santo.

Nasce um gigante: Em 2011, quando iniciar suas operações, a empresa entrará no mercado já como uma das cinco maiores companhias de perfuração do mundo (em número de embarcações), ao lado de gigantes como a americana Transocean – empresa que alugou à BP a plataforma atualmente perfurada no Golfo do México e cujo valor de mercado chega a 17 bilhões de dólares.

Definido comando da SETE BRASIL
Os cargos de diretor-presidente e de diretor de Operação da Sete Brasil deverão ser ocupados por José Ferraz, atual gerente de Finanças da Petrobras, e Pedro Barusco, gerente-executivo de área de Engenharia da petroleira, respectivamente. Embora a indicação não seja confirmada oficialmente, fontes da empresa asseguram que os dois executivos foram convidados em fevereiro para assumir os novos postos. A holding independente responderá pelos ativos das novas sondas para 3 mil metros a serem construídas no Brasil e será formada pela Petrobras e um fundo de investimentos de participações (FIP), composto por quatro fundos de pensão e dois bancos nacionais.
A formalização das indicações só deverá ser feita em março, pois está vinculada à aprovação do contrato com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para a construção do pacote de oito navios-sondas no Brasil e da estrutura/conceito organizacional da Sete Brasil. A expectativa foi de que os dois temas fossem apreciados pela diretoria da Petrobras dia 10/02 durante a reunião semanal do colegiado.
Apesar de convidado pelo presidente Sérgio Grabrielli e pelo diretor Financeiro, Almir Barbassa, José Ferraz ainda não confirmou se aceitará o pedido. O problema é que o corpo diretor da Sete Brasil não poderá ter qualquer vinculação com a Petrobras, o que exigirá seu desligamento da petroleira. Ao contrário de Barusco, que possui tempo de trabalho para se aposentar e, segundo apurado, já teria dado entrada no seu pedido de aposentadoria junto à Petrobras e à Petros, Ferraz tem pela frente mais dois anos de trabalho. Para aceitar o convite, o executivo terá que pedir demissão da Petrobras, perdendo grande parte dos benefícios assegurados pela empresa.
Além dos cargos de diretor-presidente e diretor de operação, a estrutura da Sete Brasil contará ainda com um diretor financeiro, que será indicado pelos demais sócios – Santander, Bradesco e os fundos de pensão da Previ, Funcef, Petros e Valia. A empresa terá também um conselho de administração, formado por nove membros. O diretor-presidente da Sete Brasil terá assento garantido no Conselho. Cada sócio indicará um conselheiro, sendo que a nona cadeira será ocupada por um membro apontado pela Caixa Econômica Federal, entidade gestora do FIP.

3 de janeiro de 2011

Exploração da camada pré-sal pode beneficiar Porto de Santos


O Porto de Santos pode se beneficiar com a exploração de petróleo na camada pré-sal e atrair novos investimentos a partir de 2011. Esta é a opinião do presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do maior porto do Hemisfério Sul, Sérgio Aquino.


"A exploração de petróleo na Bacia de Santos é uma nova oportunidade para o Porto de Santos e também para os demais municípios da região. Certamente a presença do maior porto do Hemisfério Sul foi fator relevante, para não dizer decisivo, no que se refere à presença da Petrobras em Santos”.

O especialista em assuntos portuários lembra que grandes portos no mundo têm as atividades ligadas ao petróleo como estratégicas e dedicam áreas específicas de seus complexos logísticos para o desenvolvimento dos serviços correlatos.

"Refinarias, tancagens, polos petroquímicos e atividades offshore são valorizados. Por conta disso, as atividades de apoio offshore e estaleiros industriais ou de manutenção apresentam-se como grandes oportunidades para o Porto de Santos. Não podemos repetir os erros do passado, mas sim planejar o Porto de Santos de forma responsável."

Fonte: Porto Gente

31 de dezembro de 2010

Petrobras declara comercialidade de petróleo de Tupi

A Petrobras encaminhou nesta quarta-feira (29) à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a declaração de comercialidade de petróleo e gás recuperáveis nas áreas de Tupi e Iracema, na Bacia de Santos. Na proposta, a Petrobras sugere o nome de Campo de Lula, para Tupi, e de Cernambi, para Iracema, ambas denominações de moluscos. É tradição da estatal dar nomes de animais marinhos aos campos descobertos em áreas muito profundas.

Em nota, a Petrobras
informa
que os dois campos fazem parte do Bloco BMS-11 e que as reservas somam um total de 8,3 bilhões de barris de petróleo e gás, sendo 6,5 bilhões no Campo de Lula e 1,8 bilhão no Campo de Cernambi.

Segundo a estatal, “o Campo de Lula será o primeiro campo supergigante de petróleo do país [volume recuperável acima de 5 bilhões de barris de óleo equivalente], e o Campo de Cernambi está entre os cinco maiores campos gigantes do Brasil”.

Na nota, a Petrobras explica que a declaração de comercialidade ocorre após a execução do Programa de Avaliação Exploratória na área, a partir do primeiro poço, perfurado em outubro de 2006. Além desse documento, a Petrobras enviou para a ANP os planos de Desenvolvimento da Produção para os dois campos.

“O
sucesso exploratório obtido na área representa o elevado potencial do pré-sal que já começa a contribuir para o crescimento
da curva de produção e das reservas de petróleo e gás da companhia”, diz o comunicado.

O Bloco BMS-11 é operado pela Petrobras, com 65% da concessão, em parceria com a britânica BG Group, com 25%, e a portuguesa Galp Energia, com 10%.

8 de dezembro de 2010

Lula Reafirma que Vetará Proposta Sobre Royalties do Petróleo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta terça-feira que vai vetar a proposta de divisão dos royalties do petróleo aprovada por deputados no último dia 1º. No Rio de Janeiro, o presidente disse que vai reenviar ao Congresso Nacional a medida provisória original sobre o tema, segundo a qual haverá redistribuição dos royalties apenas para campos do pré-sal ainda não licitados.

"Eu pretendo, ao receber a proposta do Congresso, vetar e colocar a medida provisória que foi a razão do acordo para que eles votem, no próximo ano, no Congresso Nacional", declarou a jornalistas no Palácio da Cidade, após a cerimônia de lançamento do projeto municipal Família Carioca.

De acordo com o presidente, a camada de petróleo no pré-sal tem recursos suficientes para garantir que os Estados produtores como Rio, São Paulo e Espírito Santo não tenham prejuízo  e os outros Estados possam ganhar uma fatia muito grande.

Aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada, o projeto de lei do senador Pedro Simon (PMDB-RS) prevê a distribuição dos recursos da produção de petróleo entre todos os Estados e municípios do país, e determina que a União compense os Estados produtores por suas perdas, que somente no Rio são estimadas em R$ 7 bilhões ao ano.

O presidente disse ainda que os investimentos nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão afetados pelo ajuste fiscal previsto para 2011, como afirmara na véspera o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Se cortes forem necessários, serão no custeio, e não nas obras, afirmou Lula.  Pelo que conheço da presidenta (Dilma Rousseff), tenho certeza de que não será cortado. O PAC, para nós, é como o oxigênio que a gente respira. Estou muito tranquilo em relação a isso, disse a jornalistas na saída do evento.

Fonte: Guia Offshore

2 de dezembro de 2010

Modelo de Partilha dos Royalties

Eu quero falar sobre um assunto que vem sendo discutido a tempos no cenário nacional e que divide e muito a opinião dos ditos entendidos do assunto. Estou falando da divisão dos royalties.

Bom, ontem os deputados e o senado aprovaram a divisão dos royalties do pré-sal por igual entre os estados do Brasil. O que me deixa intrigado é o fato dessa votação ter ocorrido durante a madrugada (algo fora do normal). Os nossos parlamentares que são tão assíduos em suas funções, perderam horas de sono para aprovarem essa divisão dos royalties. Porque será? Existem muitos projetos que demandam da mesma atenção, e que já deveriam ter sido votados.

Mas o que é royalties?
É uma compensação financeira devida ao Estado (e Municípios) pelas empresas que exploram e produzem petróleo e gás natural. É uma remuneração à sociedade pela exploração desses recursos. Este pagamento é feito mensalmente. Royalties é uma das formas mais antigas de pagamento de direitos. A palavra royalty vem do inglês “royal”, que significa “da realeza” ou “relativo ao rei”. Originalmente, era o direito que o rei tinha de receber pagamento pelo uso de minerais em suas terras.

O petróleo é um patrimônio nacional, acho injusto o modelo de partilha atual por isso sou favorável de que os demais Estados e Municípios recebam uma compensação financeira pela exploração desse mineral valioso, porém reluzi-lo dos Estados produtores pode ocasionar em perdas irreparáveis. Concordo que os royalties do Pré-Sal deveriam ser aplicados com mais eficiência nos setores ao qual ele se destina: educação, saúde, meio ambiente, ciência e tecnologia, além do combate a pobreza, esporte e cultura; Hoje estou radicado no Rio de Janeiro (o maior produtor de petróleo do país, diga-se de passagem), e fico com receio no que poderá impactar caso esse projeto de lei seja levado adiante.