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11 de setembro de 2014

Significado de Trabalho em equipe

Gostaria de abordar hoje sobre o trabalho em equipe, haja vista que ouvimos muito isso no mundo corporativo diariamente.

O que é Trabalho em equipe:


Trabalho em equipe é quando um grupo ou uma sociedade resolve criar um esforço coletivo para resolver um problema. O trabalho em equipe pode ser descrito como um conjunto ou grupo de pessoas que se dedicam a realizar uma tarefa ou determinado trabalho, por obrigação, ou não.
A denominação trabalho em equipe ou trabalho de grupo surgiu após a Primeira Guerra Mundial, e é um método muitas vezes usado no âmbito político e econômico como um sistema para resolver problemas.
O trabalho em equipe possibilita a troca de conhecimento e agilidade no cumprimento de metas e objetivos compartilhados, uma vez que otimiza o tempo de cada pessoa e ainda contribui para conhecer outros indivíduos e aprender novas tarefas.
 
Um bom exemplo de uma atuação de trabalho em equipe são os esportes, onde os atletas precisam uns dos outros para conseguir fazer gols ou pontos, a maioria dos esportes são formados por equipes, onde cada um desempenha um papel, para atingir o todo. Muitas pessoas dizem que trabalhar em equipe é mais divertido e fácil do que trabalhar individualmente, pois contribui muito para melhorar o desempenho de todos. Outro bom exemplo de trabalho em equipe é o das formigas e gafanhotos, que dividem-se para pegar alimentos e se um não faz a sua parte, todo o resto fica comprometido, dando um modelo de união e força.
Saber trabalhar em equipe é outro fator importante, e uma característica essencial para profissionais e estudantes, as empresas valorizam muito pessoas que não pensam apenas na sua própria tarefa, e sim naqueles que pensam nos colegas e na empresa em si.

Trabalho em equipe nas empresas

O trabalho em equipe é essencial no contexto empresarial. Quase todos os projetos apresentam melhores resultados quando são desenvolvidos por uma equipe e não apenas por um indivíduo.
Pessoas diferentes pensam de formas diferentes, o que é essencial para estabelecer diferentes soluções para problemas. Algumas técnicas como o brainstorming são muito usuais no âmbito do trabalho em equipe. Além disso, as empresas aplicam diferentes dinâmicas de grupo para potenciar o trabalho em equipe.

Trabalho em Equipe, Personalidade e Relacionamento

O bom funcionamento de uma equipe vai depender da personalidade de cada elemento da equipe e do relacionamento entre eles. Alguns tipos de personalidade são mais compatíveis com outros e quando dois tipos de personalidade compatíveis trabalham juntos, a equipe sai beneficiada.
Um ambiente saudável e agradável é também essencial para o trabalho em equipe. Desta forma, cada elemento deve colocar a equipe em primeiro lugar e não procurar os seus próprios interesses. Além disso, é importante haver empatia para que trabalho exercido seja o mais eficaz e prazeroso possível. Trabalhar em equipe requer muitas horas de convivência, e por isso, a harmonia e respeito devem ser cultivados em todas as ocasiões.

8 de julho de 2013

Polêmico: Gás de Xisto terá leilão no Brasil em Outubro

Em outra ocasião falei aqui sobre a exploração do gás de xisto (ou gás não convencional), pois bem hoje pretendo falar mais sobre essa fonte de energia polêmica nos EUA e proibida em alguns países, como a França e a Bulgária, e que está prestes a começar a ser explorada aqui no Brasil.

A ANP marcou para os dias 30 e 31 de outubro o primeiro leilão de blocos de gás - normalmente, eles são incluídos nos leilões para exploração de petróleo. Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, as reservas de gás em terra podem ultrapassar as do pré-sal. Pesquisas realizadas pela ANP indicam um grande potencial de reservas que podem atingir 500 TFC (trilhões de pés cúbicos), o dobro dos 226 TFCs conhecidos até hoje. Entre as áreas ofertadas há algumas com potencial para extração de gás não convencional, que não está livre nos reservatórios subterrâneos, como o gás comum. Para extraí-lo é preciso "explodir" as rochas, injetando no subsolo grandes quantidades de água, areia e produtos químicos. Esse método gera questionamentos sobre os seus impactos ambientais. A descoberta de grandes reservas nos EUA levou a uma queda significativa no preço do insumo, atraindo a instalação de novas indústrias.

Enquanto no Brasil o preço do gás convencional gira em torno de US$ 12 o milhão de BTU (medida britânica de energia), nos EUA ele custa em torno de US$ 3. Empresas como Petra, OGX, HRT, Orteng, Cemig e Petrobras avaliam oportunidades na produção do gás não convencional no Brasil.

O secretário de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, diz que a técnica de fraturamento não é nova na indústria de petróleo. "Teremos algumas exigências adicionais [em relação aos leilões habituais], como fraturamento com poço revestido, cimentação mais adequada e projeto aprovado pela ANP."

Os Riscos
Ambientalistas afirmam que a técnica de fraturamento do subsolo amplia os riscos de contaminação do lençol freático e de explosão por vazamento de metano. Terremotos também são apontados como danos relacionados à exploração. Segundo Luis Antonio Menzes da Silva, da Villemor Amaral Advogados, esse tipo de exploração gera milhares de ações judiciais nos EUA e no Canadá. No Brasil não deverá ser diferente. "A atividade tem especificidades e não se pode apenas reproduzir o que é feito nas licitações de petróleo e gás."

A polêmica sobre o gás de xisto chegou a Hollywood. Em dezembro, estreou nos EUA o filme "Promised Land" (Terra Prometida), no qual o ator Matt Damon interpreta um executivo de uma produtora do gás que tem sua atuação questionada quando o rebanho de uma cidade começa a morrer após beber água possivelmente contaminada. O filme segue a linha do documentário "Gasland", de 2011, que mostra um morador "incendiando" a água da torneira com um fósforo.

Para o ex-deputado federal Fabio Feldmann, a falta de debate é o maior problema para a realização do leilão já neste ano. "Não existe nada específico sendo estudado pelo Ibama, Ministério do Meio Ambiente ou ANA (Agência Nacional de Água)."

O Ministério do Meio Ambiente confirmou que não está envolvido no assunto. Segundo a ANP, o leilão seguirá o mesmo trâmite dos demais, com as áreas "previamente analisadas quanto à sensibilidade ambiental pelo Ibama e pelos órgãos estaduais competentes". Para o presidente do conselho de administração da consultoria Gas Energy, Marco Tavares, os riscos ambientais do gás não convencional já foram equacionados.

No leilão de outubro serão oferecidos blocos nas bacias do Paraná, de Parecis, do Parnaíba, do Recôncavo, do Acre e do São Francisco. Espero ter contribuído ainda mais sobre esse assunto tão polêmico. Até a próxima!!!

13 de maio de 2013

ANP leiloa 20 lotes de gás natural da bacia do Parnaíba esta semana. O leilão acontece esta semana no Rio de Janeiro. Dos 20 lotes, 14 estão no Piauí e seis no Maranhão.

Nesta terça-feira e quarta-feira (14 e 15) no Rio de Janeiro, acontecerá a 11ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás onde serão leiloados 20 lotes da bacia do Parnaíba, sendo 14 no Piauí e seis no Maranhão. Cerca de 64 empresas demonstraram interesse em participar da rodada e podem adquirir os lotes para exploração de gás natural no Piauí. A Agência Nacional de Petróleo espera arrecadar cerca de R$ 2 bilhões no leilão. 

Os lotes no Piauí estão numa área de 22 mil km² distribuídos em 34 cidades. É a primeira vez que o Piauí participa da rodada de licitações.

Para o secretário de Mineração, Edson Ferreira, isso demonstra a viabilidade da exploração do gás natural no estado, o que vai acarretar na geração de emprego, impulsionando a economia e o desenvolvimento do estado. Edson Ferreira acrescenta que a participação das 64 empresas na Rodada de Licitações mostra o interesse delas em realizarem investimentos na exploração de gás natural, e o Piauí, agora está incluído nas áreas que devem receber estes investimentos.

Os últimos estudos mostram a viabilidade da exploração de petróleo e gás natural no Piauí. Entre as 64 empresas que fizeram o cadastro para participar do leilão estão a OGX, Petrobrás, Queiroz Galvão, a Shell e outras multinacionais.

As cidades piauienses que estão na área dos lotes que serão leiloados  são Alvorada do Gurguéia, Amarante, Antonio Almeida, Arraial, Baixa Grande do Ribeiro, Bertolínia, Cajazeiras do Piauí, Canavieira, Canto do Buriti, Colônia do Gurguéia, Currais, Elizeu Martins, Flores do Piauí, Floriano, Francisco Ayres, Guadalupe, Itaueira, Jerumenha, Landri Sales, Manoel Emídio, Marcos Parente, Nazaré do Piauí, Oeiras, Pajeú do Piauí, Palmeira do Piauí, Pavussu, Porto Alegre do Piauí, Regeneração, Ribeiro Gonçalves, Rio Grande do Piauí, São Francisco do Piauí, São José do Peixe, Sebastião Leal e Uruçuí.

20 de outubro de 2011

Aprovada nova distribuição dos 'royalties' do petróleo e Piauí receberá 276 milhões

O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira (19) o substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) ao projeto que institui novos critérios de partilha dos royalties e da participação especial decorrente da exploração do petróleo (PLS 448/11). O texto garante a destinação desses recursos a todos os estados e municípios do país - produtores e não produtores.

Os senadores dos estados produtores, especialmente os do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, manifestaram reiteradamente insatisfação com o substitutivo, alegando que seus estados perdem recursos com o novo modelo e questionando os números usados pelo relator para estimar as fatias que caberão a cada ente da federação.
Em 2012, o Fundo Especial já destinará R$ 4 bilhões a todos os estados e ao Distrito Federal, crescimento significativo se comparado a 2010, quando os estados receberam apenas R$ 160 milhões.

Para 2020, as estimativas são ainda mais otimistas: cerca de R$ 16 bilhões para estados e outros R$ 16 bilhões para municípios. O etado do Piauí que recebeu R$ 23 milhões em 2010, com a aprovação do substitutivo receberá R$ 276 milhões em 2012.

Em 2020, o Piauí receberá R$ 1 bilhão.
O relatório de Vital do Rêgo, aprovado pelo Senado, prevê que nos poços já licitados, a fatia da União na distribuição de royalties cairia de 30% para 20% no próximo ano. Na participação especial, tributo cobrado sobre os campos mais produtivos, a parcela da União cairia de 50% para 42%.

Para os Estados produtores, a fatia dos royalties cai de 26,25% para 20% em 2012. Na participação especial, recua de 40% para 34%. O maior corte ocorrerá na parcela de municípios produtores, que a partir de 2012 terão sua fatia nos royalties reduzida de 26,25% para 17%. Depois, essa cota terá queda gradual, até 4% em 2020.

Segundo o relator, as mudanças não reduzirão o valor que Estados e municípios recebem, já que a perda será recompensada pelo aumento da produção de petróleo.

A expectativa do relator é que a arrecadação total do petróleo no ano que vem seja de R$ 28 bilhões, sendo que Estados e municípios que não produzem petróleo ficariam com R$ 8 bilhões. Os recursos serão repassados por meio de um Fundo Especial.

Alagoas, que recebeu R$ 81 milhões em 2010, passaria a receber R$ 283 milhões em 2012. Minas Gerais subiria de R$ 92 milhões em 2010 para R$ 745 milhões em 2012. Aumentos significativos de recursos também seriam registrados em estados como Tocantins (de R$ 16 milhões em 2010 para R$ 225 milhões em 2012), Roraima (de R$ 8 milhões para R$ 11 milhões) e Rondônia (de R$ 10 milhões para 142 milhões).

O senador Wellington Dias (PT) é o autor do projeto de lei, o PLS 448/11 e o relator foi o senador Vital do Rêgo.
“A vitória é do povo brasileiro porque tinha a garantia constitucional de que toda a riqueza do petróleo retirado no mar é de todos. Agora foi aprovado o instrumento legal para garantir isso. Quem ganhou foi o Brasil. Nós passamos a ter uma regra que distribui sistemática e legalmente essa riqueza, É uma data histórica para o povo brasileiro. O petróleo é nosso é os royalties também”, declarou Wellington Dias.

30 de setembro de 2011

Senador Wellington Dias pede através de carta apoio na votação do pré-sal

O senador Wellington Dias (PT) é autor do projeto que tramita na Casa sobre a divisão dos royalties do pré-sal, e encaminhou nesta quinta-feira (29/09) uma carta aberta a senadores, deputados e governadores pedindo apoio para que a proposta seja votada na próxima terça-feira (04/10), no plenário do Senado.

Trata-se do dia anterior à votação, já marcada para quarta (5), do veto à chamada emenda Ibsen, que prevê uma divisão mais igualitária dos royalties entre os estados produtores e não produtores. Isso retiraria recursos de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, principais produtores.

O projeto de Wellington Dias considerada a estimativa de arrecadação com petróleo em 2012 de R$ 28 bilhões. Com este valor, o projeto destinaria aos estados e municípios produtores R$ 12 bilhões. A União ficará com R$ 8,8 bilhões. Já os estados e municípios não produtores ficariam com cerca de R$ 8 bilhões.

A urgência do projeto de Dias foi anunciada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na última terça-feira (27/09). O projeto terá votação imediata em plenário, sem tramitar em comissões. A proposta deve passar por duas votações, uma no Senado e uma na Câmara. A votação do Senado está prevista para ocorrer na sessão da próxima terça-feira.

Segundo o senador, o relatório com a proposta final deve ser entregue à Mesa do Senado na segunda-feira (3) e ainda pode trazer mudanças nos valores das divisões. "Creio que estamos chegando no limite dos limites pela via das negociações", disse o senador na carta.

10 de março de 2011

OGX Maranhão assegura nova sonda de perfuração terrestre

A OGX Maranhão assegurou a contratação de sua segunda unidade de perfuração terrestre. A sonda denominada BCH-05E foi contratada junto à empresa BCH Energy do Brasil e vai operar na Bacia do Parnaíba. A OGX Maranhão, sociedade formada entre OGX S.A. (66,6%) e MPX Energia S.A. (33,3%), detém 70% de participação e atua como operadora em sete blocos nesta bacia, enquanto a Petra Energia S.A. detém os 30% restantes.

Com capacidade para perfurar poços de até 3.500 metros de profundidade, a sonda BCH-05E estará disponível a partir de março, durante o período de um ano. Ela vai operar em paralelo com a sonda QG-1, que teve seu contrato renovado por mais um ano a partir de abril de 2011.

A nova unidade vai reforçar a campanha exploratória da OGX Maranhão na Bacia do Parnaíba, considerada uma nova província com grande potencial para produção de gás natural. A OGX Maranhão já realizou importantes descobertas nesta bacia e estima capacidade produtiva de aproximadamente 15 milhões de metros cúbicos diários de gás natural na área de seus sete blocos.

Nos próximos dias a sonda BCH-05E será transportada para a locação do poço Fazenda São José, em Santo Antônio dos Lopes, onde irá perfurar a partir de março um poço de extensão desse prospecto. Este será o quarto poço perfurado pela OGX Maranhão na Bacia do Parnaíba. Em 2010, a empresa concluiu a perfuração dos prospectos Califórnia (na cidade de Capinzal do Norte) e Fazenda São José (em Santo Antônio dos Lopes), ambos com descobertas de gás natural, e em fevereiro deste ano iniciou o poço Bom Jesus (em Lima Campos), que continua em andamento. Até 2013 a OGX Maranhão pretende perfurar 15 poços na região.

A OGX é responsável pela maior campanha exploratória privada de óleo e gás natural em curso no Brasil, com mais de 5.000 profissionais envolvidos diretamente. A empresa conta atualmente com a maior frota privada em atuação no País, com nove unidades de perfuração, 12 embarcações e quatro helicópteros à sua disposição.

10 de novembro de 2010

Petrobras iniciará busca por petróleo no Piauí

A Petrobrás anunciou que em 2011 iniciará a busca por uma nova fonte de petróleo, desta vez na margem equatorial brasileira, que compreende além do Estado do Piauí, os vizinhos Ceará, Maranhão e também o Pará. Até o próximo ano, os estudos sísmicos que já foram iniciados nesta região deverão ser concluídos e a campanha de perfuração dos poços logo terá início.

Meus amigos cada dia que passa tenho a plena convicção de que o Nordeste crescerá muito com a exploração de petróleo e gás, principalmente o meu querido Piauí, que por alguns foi considerado como terra sem valor, agora aparece no cenário nacional da indústria petrolífera. Fiquei muito feliz em saber que pesquisas estão sendo realizadas desde o litoral até os cerrados piauienses e como a região tem a mesma condição geológica do local onde foi encontrado gás no Maranhão, é muito provável que  exista petróleo e gás no Piauí. Veja o que disse o Secretário Estadual de Planejamento do Piauí, Sérgio Miranda sobre a recente descoberta de gás na Bacia do Parnaíba no município de Balsas, no Maranhão, o qual aponta para a existência do mesmo combustível no Piauí.

"É muito provável que a gente também encontre gás no Piauí. Na prática é uma mesma área, as regiões têm características muito parecidas e é muito provavelmente que se encontre inclusive petróleo, mas não se pode apostar quantidade ou qualidade - que é muito importante - há uma estimativa que a reserva de gás é grande, mas não há quanto ao petróleo", disse Sérgio Miranda.

O Secretário aponta que a descoberta traz riqueza para a economia do Piauí. “Primeiro com as empresas que vem para extrair o gás, vamos ter gasoduto, refinarias, trabalho e gerando emprego para o Estado. E em segundo os royalties concedidos ao Governo Estadual e Federal”, explicou Sérgio Miranda.

Fonte: Clicapiaui

29 de outubro de 2010

Nova Descoberta no Piauí


Um poço de gás natural estaria na Bacia do rio Parnaíba e teria capacidade de produção equivalente à metade do que o Brasil importa da Bolívia.

Após anunciar a descoberta de petróleo de alta qualidade em novos poços em águas profundas no mar de Sergipe, a Petrobrás procura ampliar seus negócios na região Nordeste, desta vez em terra firme. Um dos poços de gás natural estaria na bacia do rio Parnaíba entre Piauí e Maranhão e teria capacidade de produção equivalente à metade do que o Brasil importa da Bolívia.

"Abrimos uma nova frente exploratória", comemorou o gerente executivo de exploração da Petrobrás, Mário Carminatti. A empresa inicia no ano que vem a busca por outra fronteira petrolífera, dessa vez na chamada margem equatorial brasileira, que compreende os Estados de Ceará, Piauí, Maranhão e Pará. A empresa conclui a avaliação de estudos sísmicos referentes a blocos na região e inicia, já em 2011, uma campanha de perfuração de poços.

"O triênio 2011/2012/2013 será muito acelerado com relação a perfurações na margem equatorial brasileira", comentou Carminatti. Para o Ceará, por exemplo, estão previstos pelo menos dois poços para o ano que vem. A margem equatorial tem pouco histórico de atividade de exploração de petróleo, por causa do foco da Petrobrás, nas últimas décadas, em ampliar a produção das províncias petrolíferas da Região Sudeste, em busca da autossuficiência na produção de petróleo.


Atualmente, o Nordeste tem grande atividade petrolífera apenas em terra, em bacias já exploradas desde antes da descoberta das primeiras reservas gigantes de petróleo na Bacia de Campos. Sergipe, por exemplo, produz quatro vezes mais petróleo em terra do que no mar, segundo dados compilados pela ANP, que incluem também a produção de companhias privadas.

Além de Sergipe e Ceará, porém, é crescente a atividade em outras bacias marítimas, como Pará-Maranhão, onde Petrobrás e OGX têm concessões. Com base em relatório da consultoria DeGolyer & McNaughton, a empresa de Eike Batista acredita ter reservas em torno de 447 milhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás) em suas cinco concessões naquela bacia.

DESCOBERTAS

Bacia do Parnaíba
A OGX anunciou, no dia 12 de agosto, a descoberta de gás natural em um bloco terrestre na bacia, no Maranhão, com potencial. Segundo Eike Batista, a região tem potencial para produzir até 15 milhões de metros cúbicos por dia, metade do volume importado da Bolívia.


Bacia do São Francisco
No início de setembro, a Orteng anunciou sua primeira descoberta na bacia mineira, até hoje com pouca atividade exploratória. Não há dados sobre reservas, mas a companhia demonstrou otimismo com o sucesso da perfuração. A Petrobrás também prepara poços no local.


Bacia de Sergipe-Alagoas
A Petrobrás anunciou ontem a descoberta em águas profundas na bacia de Sergipe-Alagoas, a primeira desse tipo na região. Para a empresa, trata-se da mais nova fronteira exploratória do País.

Fonte: Estadão