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14 de agosto de 2013

12ª Rodada oferecerá 240 blocos em 12 estados

A 12ª  Rodada de Licitações da ANP ofertará 240 blocos exploratórios terrestres com potencial para gás natural em sete bacias sedimentares, localizados nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão, Paraná, São Paulo, totalizando 168.348,42 Km² A realização da rodada, prevista para o fim de novembro deste ano, foi autorizada pela Resolução nº 6, de 23/6/2013, publicada na edição de hoje (07/08) do Diário Oficial da União (DOU).


Serão 110 blocos em áreas de novas fronteiras nas bacias do Acre, Parecis, São Francisco, Paraná e Parnaíba, como forma de atrair investimento para regiões ainda pouco conhecidas ou com barreiras tecnológicas a serem vencidas, permitindo o surgimento de novas bacias produtoras de gás natural e de recursos petrolíferos convencionais e não convencionais. A área desses 110 blocos é de 164.477,76 Km2.

Também foram incluídos 130 blocos nas bacias maduras do Recôncavo e de Sergipe-Alagoas, com o objetivo de dar continuidade à exploração e produção de gás natural a partir de recursos petrolíferos convencionais e não convencionais contidos nessas regiões. Esses 130 blocos totalizam 3.870,66 Km2.

Fonte: Guiaoffshore

8 de julho de 2013

Polêmico: Gás de Xisto terá leilão no Brasil em Outubro

Em outra ocasião falei aqui sobre a exploração do gás de xisto (ou gás não convencional), pois bem hoje pretendo falar mais sobre essa fonte de energia polêmica nos EUA e proibida em alguns países, como a França e a Bulgária, e que está prestes a começar a ser explorada aqui no Brasil.

A ANP marcou para os dias 30 e 31 de outubro o primeiro leilão de blocos de gás - normalmente, eles são incluídos nos leilões para exploração de petróleo. Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, as reservas de gás em terra podem ultrapassar as do pré-sal. Pesquisas realizadas pela ANP indicam um grande potencial de reservas que podem atingir 500 TFC (trilhões de pés cúbicos), o dobro dos 226 TFCs conhecidos até hoje. Entre as áreas ofertadas há algumas com potencial para extração de gás não convencional, que não está livre nos reservatórios subterrâneos, como o gás comum. Para extraí-lo é preciso "explodir" as rochas, injetando no subsolo grandes quantidades de água, areia e produtos químicos. Esse método gera questionamentos sobre os seus impactos ambientais. A descoberta de grandes reservas nos EUA levou a uma queda significativa no preço do insumo, atraindo a instalação de novas indústrias.

Enquanto no Brasil o preço do gás convencional gira em torno de US$ 12 o milhão de BTU (medida britânica de energia), nos EUA ele custa em torno de US$ 3. Empresas como Petra, OGX, HRT, Orteng, Cemig e Petrobras avaliam oportunidades na produção do gás não convencional no Brasil.

O secretário de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, diz que a técnica de fraturamento não é nova na indústria de petróleo. "Teremos algumas exigências adicionais [em relação aos leilões habituais], como fraturamento com poço revestido, cimentação mais adequada e projeto aprovado pela ANP."

Os Riscos
Ambientalistas afirmam que a técnica de fraturamento do subsolo amplia os riscos de contaminação do lençol freático e de explosão por vazamento de metano. Terremotos também são apontados como danos relacionados à exploração. Segundo Luis Antonio Menzes da Silva, da Villemor Amaral Advogados, esse tipo de exploração gera milhares de ações judiciais nos EUA e no Canadá. No Brasil não deverá ser diferente. "A atividade tem especificidades e não se pode apenas reproduzir o que é feito nas licitações de petróleo e gás."

A polêmica sobre o gás de xisto chegou a Hollywood. Em dezembro, estreou nos EUA o filme "Promised Land" (Terra Prometida), no qual o ator Matt Damon interpreta um executivo de uma produtora do gás que tem sua atuação questionada quando o rebanho de uma cidade começa a morrer após beber água possivelmente contaminada. O filme segue a linha do documentário "Gasland", de 2011, que mostra um morador "incendiando" a água da torneira com um fósforo.

Para o ex-deputado federal Fabio Feldmann, a falta de debate é o maior problema para a realização do leilão já neste ano. "Não existe nada específico sendo estudado pelo Ibama, Ministério do Meio Ambiente ou ANA (Agência Nacional de Água)."

O Ministério do Meio Ambiente confirmou que não está envolvido no assunto. Segundo a ANP, o leilão seguirá o mesmo trâmite dos demais, com as áreas "previamente analisadas quanto à sensibilidade ambiental pelo Ibama e pelos órgãos estaduais competentes". Para o presidente do conselho de administração da consultoria Gas Energy, Marco Tavares, os riscos ambientais do gás não convencional já foram equacionados.

No leilão de outubro serão oferecidos blocos nas bacias do Paraná, de Parecis, do Parnaíba, do Recôncavo, do Acre e do São Francisco. Espero ter contribuído ainda mais sobre esse assunto tão polêmico. Até a próxima!!!

28 de junho de 2013

Gás de xisto afeta água, diz estudo

Pesquisadores encontraram elevados níveis de gases metano, etano e propano em poços de água no Estado americano da Pensilvânia, a menos de um quilômetro de locais onde há extração de gás natural por meio do método conhecido como "fracking", que explora o combustível existente em rochas de xisto. A descoberta de águas contaminadas sugere que os poços de gás estão vazando, segundo Robert Jackson, da Duke University, principal autor de um estudo divulgado ontem por uma publicação da Associação Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
 
Representantes indústria do setor contestaram a descoberta, dizendo que a ocorrência do metano é natural nas águas dessa região.
 
As reservas de gás natural nos EUA estão entre as maiores do mundo. Com o advento do "fracking" - ou fraturamento hidráulico para explorar o gás contido nas rochas -, a produção de petróleo e gás natural do país deu um salto na última década.
 
O governo de Barack Obama incentiva essa tecnologia como uma alternativa ao uso de carvão, que emite mais gases dióxido de carbono, poluente que colabora para o aquecimento global. Porém, ambientalistas têm questionado se o "fracking", que injeta gases e produtos químicos em rochas a grandes profundidades, interfere na qualidade da água na superfície.
 
O estudo sugere que isso acontece, em alguns casos. Com base na análise de 141 poços de água potável no norte da Pensilvânia, a pesquisa encontrou 82% por cento das amostras contaminadas com metano, com concentrações seis vezes maiores em residências a menos de 1 km de poços de gás. A concentração de etano foi 23 vezes maior nessas casas. "Isso significa para mim que esses gases estão vazando dos poços diretamente para os aquíferos", afirmou Jackson.
 
Ele ressaltou, porém, não ter encontrado radiotividade ou produtos químicos usados no "fracking" nas amostras.
 
Fonte: Valor
 
Pretendo falar mais sobre a extração do gás de xisto em outra ocasião para que vocês compreendam como é sua extração e quais são so riscos ambientais.

20 de setembro de 2011

HRT faz descoberta de petróleo na Amazônia

A  HRT encontrou indícios de hidrocarbonetos no poço 1-HRT-3-AM, do bloco SOL-T-168, na bacia do Solimões (AM). Essa é a terceira perfuração realizada pela companhia e está a cargo da sonda QG IX, da QGEP.

A presença de hidrocarbonetos sólidos e gasosos foi confirmada pela técnica de espectômetro de massa para análise de gás tanto na formação Juruá (Carbonífera) quanto na Uerê (Devoniana). O poço alcançou profundidade final de 2.680 metros, atingindo o embasamento cristalino.
 
Segundo a empresa, o poço está em fase de avaliação e foram finalizados os perfis elétricos e iniciados os testes de pressão, ressonância magnética e amostragem lateral de rochas e fluidos. Com base nos resultados dessa avaliação, o poço será revestido para a realização de testes de formação visando caracterizar os tipos de fluido e o potencial de produção dos reservatórios.

10 de novembro de 2010

Petrobras iniciará busca por petróleo no Piauí

A Petrobrás anunciou que em 2011 iniciará a busca por uma nova fonte de petróleo, desta vez na margem equatorial brasileira, que compreende além do Estado do Piauí, os vizinhos Ceará, Maranhão e também o Pará. Até o próximo ano, os estudos sísmicos que já foram iniciados nesta região deverão ser concluídos e a campanha de perfuração dos poços logo terá início.

Meus amigos cada dia que passa tenho a plena convicção de que o Nordeste crescerá muito com a exploração de petróleo e gás, principalmente o meu querido Piauí, que por alguns foi considerado como terra sem valor, agora aparece no cenário nacional da indústria petrolífera. Fiquei muito feliz em saber que pesquisas estão sendo realizadas desde o litoral até os cerrados piauienses e como a região tem a mesma condição geológica do local onde foi encontrado gás no Maranhão, é muito provável que  exista petróleo e gás no Piauí. Veja o que disse o Secretário Estadual de Planejamento do Piauí, Sérgio Miranda sobre a recente descoberta de gás na Bacia do Parnaíba no município de Balsas, no Maranhão, o qual aponta para a existência do mesmo combustível no Piauí.

"É muito provável que a gente também encontre gás no Piauí. Na prática é uma mesma área, as regiões têm características muito parecidas e é muito provavelmente que se encontre inclusive petróleo, mas não se pode apostar quantidade ou qualidade - que é muito importante - há uma estimativa que a reserva de gás é grande, mas não há quanto ao petróleo", disse Sérgio Miranda.

O Secretário aponta que a descoberta traz riqueza para a economia do Piauí. “Primeiro com as empresas que vem para extrair o gás, vamos ter gasoduto, refinarias, trabalho e gerando emprego para o Estado. E em segundo os royalties concedidos ao Governo Estadual e Federal”, explicou Sérgio Miranda.

Fonte: Clicapiaui