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4 de março de 2011

Petrobras cria empresa de logística na área de etanol com investimento de R$ 6 bilhões até 2020

Essa vai para meus amigos do setor logístico. Mais um sinal de que a cadeia logística está em alta, o que significa dizer que muitas oportunidades surgirão com esse investimento da Petrobras. Aproveito de antemão para desejar um bom carnaval a todos, seja para os que irão cair na folia, ou mesmo aos que irão viajar para retiros, etc... Juízo pessoal!

A Petrobras e parceiros privados anunciaram nesta terça-feira a criação da Logum, empresa de logística na área de etanol que nasce com investimento previsto de R$ 6 bilhões até 2020. A companhia vai gerir um sistema de transporte de álcool por duto, hidrovia e caminhões, que ligará regiões produtoras em Goiás e São Paulo até os centros de consumo no entorno da capital paulista e na Grande Rio de Janeiro.

Há previsão ainda de um ramal de duto até Caraguatatuba ou São Sebastião, onde haverá um terminal marítimo para exportação de etanol a partir de 2016. Ao todo, a previsão é construir 1.300 km de duto.

Todos os investimentos serão compartilhados entre os sócios, na proporção de sua participação. A composição societária é a seguinte: Petrobras, Odebtecht, Cosan e Copersucar tem 20% cada uma; já Camargo Corrêa e Uniduto possuem 10% cada.

A companhia busca financiamento de até 80% do projeto no BNDES, que já enquadrou o pedido de empréstimo. A expectativa é fechar o contrato com o banco até o final do ano.
Segundo Alberto Guimarães, presidente da nova companhia e executivo da carreira da Petrobras, a principal vantagem será a redução do custo de transporte, estimado em 20%. Atualmente, diz, quase toda a movimentação de cargas de etanol é feita por rodovias, o que é a alternativa "menos eficiente para grandes volumes e longas distâncias".

Inicialmente, será construído um primeiro ramal entre Ribeirão Preto e Paulínia, em São Paulo, ao custo de R$ 900 milhões. A previsão é entregar a obra, que já teve início, até 2013. Quando todo o empreendimento estiver finalizado, em 2020, terá capacidade de transporte de 22 bilhões de litros de etanol, o que corresponderá a um terço da produção estimada do país naquele ano.

15 de dezembro de 2010

Biocombustíveis deverão ter novo ciclo de investimentos

Abaixo segue a avaliação feita pelo diretor executivo da UNICA, Eduardo Leão de Sousa a respeito da produção do biocombustível.

O crescimento da frota de veículos flex no Brasil e as perspectivas de maior acesso aos mercados mundiais deverão ser o impulso de um novo ciclo de investimentos para expandir a produção do biocombustível no País. A avaliação foi feita pelo diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa, durante o III Workshop Infosucro sobre Economia do Bioetanol e Indústria Sucroenergética, realizado na capital fluminense no fim de semana pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"A produção do etanol representa uma oportunidade excepcional para o Brasil e mais de 100 nações em desenvolvimento que já produzem cana-de-açúcar. A produção do etanol contribui para a segurança energética do planeta e para as metas de redução de emissões de gases poluentes, principal causa do aquecimento global", afirmou Sousa durante o painel "Tendências da Produção de Etanol: mercado e aspectos institucionais".

Ele ressaltou, porém, a necessidade da definição de regras claras no ambiente regulatório do etanol no Brasil e políticas públicas que ofereçam as garantias de longo prazo para esses investimentos. "Dentre essas políticas, destacam-se as tributárias que efetivamente reconheçam e valorizem as vantagens do etanol em relação aos combustíveis fósseis, notadamente as ambientais, de saúde pública e as sociais."
O executivo disse ainda que os investimentos na expansão da indústria e da infraestrutura do setor sucroenergético precisam continuar recebendo apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme destacou outro palestrante do mesmo painel, o chefe do Departamento de Biocombustíveis do Banco, Carlos Eduardo Cavalcanti. "O BNDES vem tendo um papel fundamental no incentivo dos investimentos em produção de etanol, com recursos aprovados de mais de R$ 6 bilhões de reais por ano desde 2007", afirmou.

Eduardo Sousa destacou que tanto o setor privado quanto o governo devem continuar combatendo o protecionismo dos países desenvolvidos que interfere no mercado mundial do álcool. "Tarifas e medidas que distorcem o comércio internacional tem retraído os investimentos no Brasil e no mundo, postergando os benefícios que o etanol pode gerar para o combate ao aquecimento global. Um mercado livre e sem barreiras permitirá a efetiva democratização da energia no mundo", concluiu.

Fonte: DCI/Agência Estado