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12 de novembro de 2014

Percepção de Risco

O que é Percepção de Risco?
É o ato de ter contato com um perigo por meio dos sentidos, interpretar essa informação e então decidir e agir de forma rápida e segura, afim de neutralizar ou minimizar o risco exposto pelo mesmo.

Como anda sua percepção de risco?
É necessário fazer uma auto avaliação todos os dias antes de se fazer uma tarefa, pois a experiência muitas vezes é acompanhada da confiança em excesso, levando o cidadão a acreditar que nada pode acontecer com ele.

















O maior inimigo de nossa percepção é o excesso de confiança. Vejamos alguns inimigos óbvios da percepção:
  • Achar que a tarefa é sempre igual (rotina) - Quando se faz todos os dias a mesma tarefa, deve-se tomar um cuidado redobrado, poias a rotina faz com que pecamos a percepção de risco;
  • Pensar: "isso nunca vai acontecer comigo" - Nunca duvide de que pode acontecer com você, afinal qualquer atividade tem seu risco eminente;
  • Apostar nas possibilidades (roleta russa) - Qualquer descuido pode lhe colocar na roleta russa, o ato de não usar um capacete pode lhe expor ao risco de queda de objetos que podem lhe custar sua vida;
  • Trabalhar com pressa - 'A pressa é inimiga da perfeição' já diz o velho ditado, então cuidado com esse perigo;
  • Não ler corretamente as intruções de trabalho - Toda atividade no mundo offshore é seguida de PT (permissão de trabalho), deve-se ler corretamente os procedimentos da tarefa para evitar perdas e danos;
  • Descuidar dos pequenos detalhes - O uso do EPI tem um propósito, não é simplesmente para efeitar o trabalhador. É preciso usar o EPI sempre!!!
lembre-se que pequenos detalhes podem comprometer todo um trabalho!

Até a próxima.


8 de julho de 2013

Polêmico: Gás de Xisto terá leilão no Brasil em Outubro

Em outra ocasião falei aqui sobre a exploração do gás de xisto (ou gás não convencional), pois bem hoje pretendo falar mais sobre essa fonte de energia polêmica nos EUA e proibida em alguns países, como a França e a Bulgária, e que está prestes a começar a ser explorada aqui no Brasil.

A ANP marcou para os dias 30 e 31 de outubro o primeiro leilão de blocos de gás - normalmente, eles são incluídos nos leilões para exploração de petróleo. Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, as reservas de gás em terra podem ultrapassar as do pré-sal. Pesquisas realizadas pela ANP indicam um grande potencial de reservas que podem atingir 500 TFC (trilhões de pés cúbicos), o dobro dos 226 TFCs conhecidos até hoje. Entre as áreas ofertadas há algumas com potencial para extração de gás não convencional, que não está livre nos reservatórios subterrâneos, como o gás comum. Para extraí-lo é preciso "explodir" as rochas, injetando no subsolo grandes quantidades de água, areia e produtos químicos. Esse método gera questionamentos sobre os seus impactos ambientais. A descoberta de grandes reservas nos EUA levou a uma queda significativa no preço do insumo, atraindo a instalação de novas indústrias.

Enquanto no Brasil o preço do gás convencional gira em torno de US$ 12 o milhão de BTU (medida britânica de energia), nos EUA ele custa em torno de US$ 3. Empresas como Petra, OGX, HRT, Orteng, Cemig e Petrobras avaliam oportunidades na produção do gás não convencional no Brasil.

O secretário de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, diz que a técnica de fraturamento não é nova na indústria de petróleo. "Teremos algumas exigências adicionais [em relação aos leilões habituais], como fraturamento com poço revestido, cimentação mais adequada e projeto aprovado pela ANP."

Os Riscos
Ambientalistas afirmam que a técnica de fraturamento do subsolo amplia os riscos de contaminação do lençol freático e de explosão por vazamento de metano. Terremotos também são apontados como danos relacionados à exploração. Segundo Luis Antonio Menzes da Silva, da Villemor Amaral Advogados, esse tipo de exploração gera milhares de ações judiciais nos EUA e no Canadá. No Brasil não deverá ser diferente. "A atividade tem especificidades e não se pode apenas reproduzir o que é feito nas licitações de petróleo e gás."

A polêmica sobre o gás de xisto chegou a Hollywood. Em dezembro, estreou nos EUA o filme "Promised Land" (Terra Prometida), no qual o ator Matt Damon interpreta um executivo de uma produtora do gás que tem sua atuação questionada quando o rebanho de uma cidade começa a morrer após beber água possivelmente contaminada. O filme segue a linha do documentário "Gasland", de 2011, que mostra um morador "incendiando" a água da torneira com um fósforo.

Para o ex-deputado federal Fabio Feldmann, a falta de debate é o maior problema para a realização do leilão já neste ano. "Não existe nada específico sendo estudado pelo Ibama, Ministério do Meio Ambiente ou ANA (Agência Nacional de Água)."

O Ministério do Meio Ambiente confirmou que não está envolvido no assunto. Segundo a ANP, o leilão seguirá o mesmo trâmite dos demais, com as áreas "previamente analisadas quanto à sensibilidade ambiental pelo Ibama e pelos órgãos estaduais competentes". Para o presidente do conselho de administração da consultoria Gas Energy, Marco Tavares, os riscos ambientais do gás não convencional já foram equacionados.

No leilão de outubro serão oferecidos blocos nas bacias do Paraná, de Parecis, do Parnaíba, do Recôncavo, do Acre e do São Francisco. Espero ter contribuído ainda mais sobre esse assunto tão polêmico. Até a próxima!!!

29 de abril de 2012

Plataforma de petróleo inclina na Baía de Guanabara, diz Capitania

Uma plataforma da empresa Transocean que está atracada próximo ao Pier Mauá, na Baía de Guanabara, adernou no final da noite do último sábado  (28) e os cerca de 100 funcionários que estavam na plataforma tiveram que ser retirado às pressas.

Ainda não há informações mais detalhadas sobre o problema, mas um submarino da Marinha, que estava nas proximidades teve que ser retirado também às pressas. A Capitania dos Portos ainda não se pronunciou sobre o assunto. Da mesma forma, a Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural (ANP) e a Transocean.

Neste momento dois rebocadores da marinha estão no local e, utilizando cabos de aço, tentam impedir uma inclinação ainda maior da plataforma, que adernou ligeiramente para um dos lados.


Fonte: Jornal do Brrasil

10 de abril de 2012

Vazamento no Campo de Roncador

A ANP tomou conhecimento, na noite de domingo (08/04/2012), do vazamento de gotículas de óleo a partir do solo marinho do Campo de Roncador, operado pela Petrobras. Roncador é vizinho do Campo de Frade, operado pela Chevron, onde ocorreu um blowout em 7/11/2011.

O ponto do vazamento no Campo do Roncador foi localizado a partir de inspeções submarinas com ROVs (Veículo Operado Remotamente), estando situado a cerca de 500 metros da fronteira com o Campo de Frade. Até o momento, não há identificação de mancha na superfície do mar.

Foram coletadas amostras do óleo do Campo de Roncador, com o objetivo de identificar a origem do vazamento. Os resultados devem ser obtidos em até 48 horas.
A ANP seguirá acompanhando estreitamente o incidente e manterá a sociedade informada sobre os seus desdobramentos.

Fonte: Assessoria de Imprensa ANP (21) 2112-8333

27 de setembro de 2011

Vazamento de gás intoxica petroleiros em plataforma da Petrobras

Vinte e dois petroleiros que trabalhavam no navio-plataforma P-35, da Petrobras, foram intoxicados ontem pela manhã (26/09/2011), com CO2 (dióxido de carbono) que se espalhou pelo alojamento da embarcação através dos dutos de ar condicionado. A plataforma fica no campo de Marlim, na Bacia de Campos, norte fluminense, a 170km de Macaé.

Os petroleiros foram retirados da plataforma e levados para um hospital em Macaé. Quatro deles, de acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro NF), foram levados para câmaras hiperbáricas (equipamentos usados para que o paciente respire oxigênio 100% puro, em pressão superior a do nível do mar).

Em nota, a Petrobras informou que o vazamento do gás ocorreu em alguns pontos do alojamento da plataforma, que foi logo desocupado. Ainda segundo a nota, trabalhadores sentiram tontura e dor na cabeça, sendo atendidos na enfermaria da plataforma. Vinte dois deles foram levados para Macaé.

De acordo com o sindicato dos petroleiros, 80% dos cerca de 200 trabalhadores embarcados apresentaram sintomas de intoxicação. Ainda de acordo com o sindicato, a situação poderia ter sido ainda mais grave se tivesse ocorrido durante a madrugada. Como aconteceu por volta das 6h, muitos trabalhadores já estavam de pé e perceberam rapidamente os sinais da intoxicação.

Na nota, a Petrobras informou que 16 pessoas já haviam recebido alta. Seis permaneciam internadas.

"Houve falha na segurança. Foi uma situação muito perigosa, que poderia ter resultado em morte", afirmou o diretor de comunicação do Sindipetro NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), Marcos Breda.

A estatal designou uma comissão para apurar as causas do incidente. No ano passado, a plataforma havia sofrido um princípio de incêndio. Ao lado da P-31 e da P-33, a P-35 consta da lista de embarcações com condições críticas de manutenção elaborada pelo sindicato dos petroleiros do norte fluminense.

De acordo com a empresa, o gás CO2 é utilizado para manter um selo inerte (sem oxigênio) nos tanques de armazenamento de petróleo. Ainda de acordo com a empresa, a produção não foi interrompida.

9 de agosto de 2011

Macaé – Acidente na base da Cameron mata um e deixa quatro feridos

Um pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas em um acidente de trabalho na madrugada do último sábado (06/08) em uma empresa do setor Offshore em Macaé, norte do Estado do Rio de Janeiro. A empresa fornece equipamentos para a atividade off-shore  para as plataformas de petróleo da Bacia de Campos.

O acidente aconteceu na base da empresa norte americana Cameron, fornecedora de equipamentos e sistemas para escoamento de petróleo e gás. Segundo a polícia os funcionários trabalhavam em uma válvula, quando houve uma explosão durante a realização de testes. O equipamento tinha cerca de duas toneladas. O funcionário Leonardo Cézar Caldas, de 26 anos, morreu na hora e seu corpo foi levado para o Instituto Médico Legal da cidade.

Em nota, a Cameron lamentou o ocorrido e afirmou que o acidente ocorreu durante um teste em um equipamento. Ainda de acordo com a assessoria da Cameron, técnicos foram no local investigar as causas do acidente. Três feridos foram levados para o hospital municipal e a quarta vítima, em estado mais grave, foi levada para um hospital do Rio de Janeiro.

“Neste momento, a Cameron está prestando todo o apoio aos acidentados e seus familiares. Ainda não é possível afirmar as causas do acidente, mas a empresa já disponibilizou todos os recursos necessários para resolver a situação rapidamente, e da melhor forma possível. E, principalmente, prestar o apoio necessário aos acidentados e seus familiares”, disse a nota.

Fonte: Portal Marítimo

20 de junho de 2011

Brasil Offshore foi um sucesso


Cerca de 40 países estiveram presentes na 6ª edição da Brasil Offshore (Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás). O evento, realizado entre os dias 14 e 17 de junho (segunda a sexta-feira), na cidade de Macaé/RJ, reuniu 700 expositores nacionais e internacionais, dos quais 282 participaram pela primeira vez do encontro.


A presença estrangeira foi o destaque nos quatro dias da Feira, com incremento de 38% em relação à ultima edição. Estrearam no evento Polônia, Áustria, Dinamarca, Espanha, Austrália, Bélgica, Canadá e Irlanda. Já os países França e Alemanha duplicaram a quantidade de empresas que trouxeram, em comparação a 2009.


Segundo o Diretor da Reed Exhibitions Alcântara Machado, Paulo Rezende, a confirmação que a cidade de Macaé sediará a Brasil Offshore por mais 10 anos reforça a importância do evento no calendário mundial do segmento. “O crescimento do interesse de outros países na Feira mostra a consolidação das empresas brasileiras no setor. E a convivência de companhias internacionais, respeitando as políticas e regulamentações de exploração, evidencia o mercado promissor do segmento de petróleo e gás”, analisa.

A tecnologia para exploração do pré-sal foi um dos principais temas trabalhados por expositores e palestrantes. Serviços e produtos foram amplamente apresentados, e a perspectiva é que os desdobramentos da Feira colaborem ainda mais para a expansão do setor. De acordo com Fernando Machado, Co-chair da Conferência, os desafios da camada pré-sal, devido às grandes profundidades, levaram as sessões a terem um grande apelo para tecnologia. “A Conferência Internacional é uma vitrine para que as empresas mostrem sua tecnologia, a aplicabilidade de seus produtos e suas soluções”, afirma Machado.

Em paralelo ao evento, ocorreu a Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás, na qual foram apresentados 93 trabalhos de 15 países. O encontro foi organizado pela SPE (Society of Petroleum Engineers) e IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Cerca de 50% dos trabalhos foram voltados para tecnologia de construção de poços, área que demanda maior investimento quando se trata de pré-sal. Outros assuntos também abordados na conferência foram reservatório, escoamento e processamento submarino, plataformas FPSO, gerenciamento de projetos e controle de areia.

O volume total de negócios, de visitantes, e da rodada de negócios da Brasil Offshore 2011 estão sendo apurados e serão divulgados no dia 22 de junho (quarta-feira).


22 de março de 2011

SMS que a Petrobras prega existe?


Olá meus amigos, desculpa a demora em postar, mas tem sido tudo muito corrido ultimamente. Agora mesmo estou em Vitória para mais uma troca de turma de NS-21, mas não tenho do que reclamar. Bom hoje  venho com um assunto um tanto sério, e desde já deixo claro que não faço parte de nenhum sindicato ou ong, mas é sempre bom falar de SMS, afinal lidamos com vidas humanas no mundo offshore.

Na madrugada de quinta-feira, 15 de março de 2001, os trabalhadores de P-36 são acordados com um barulho semelhante a uma carga caindo sobre o convés. O estrondo é seguido de um grande balanço que é sentido por toda plataforma. Enquanto esse movimento era sentido por alguns trabalhadores, onze heróis da brigada de incêndio desceram à coluna de popa-boreste para verificar o ocorrido. Foram, mas não retornaram. Uma grande explosão acabou atingindo os trabalhadores no momento em que estavam atuando.

Recentemente novas tragédias foram evitadas por conta da interdição de P-33, P-35, P-27 e PCH-2. No caso de P-33, foi necessário que 110 trabalhadores assinassem um documento revelando a situação de insegurança, levando a Marinha e a ANP a interditar as operações daquela unidade. As denúncias de incêndio ocorridas no dia 19 de janeiro deste ano em PCH-2, também foram ações conjuntas que culminaram na interdição da mesma. No último dia 16 ela voltou a operar, após os auditores fiscais verificarem o cumprimento das pendências relacionadas aos sistemas principais de produção.

Isso não pode se tornar rotina, as condições de segurança não podem jamais serem ignoradas, condições precárias têm vindo ao conhecimento do público através da mídia e sindicatos. Os trabalhadores offshore não podem abrir mão se seus direitos, e que nem através de coação e assédio moral a luta por condições seguras podem esmorecer.

1 de março de 2011

Baleeiras 100% brasileiras

A Petrobras recebeu no Porto de Rio Grande (RS) quatro baleeiras totalmente construídas no Brasil, que serão utilizadas na plataforma P-58, prevista para entrar em produção em 2014, na Bacia de Campos. O equipamento – embarcações salva-vidas utilizadas na retirada de pessoal embarcado com segurança, em caso de abandono de navio ou plataforma – não era produzido no país há mais de uma década, o que levava as empresas do setor a recorrer à importação. A mudança de cenário foi possível após a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Petrobras e a empresa gaúcha Rib Offshore (fornecedora das baleeiras), promovido no âmbito do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

O acordo, que integra a carteira de projetos do Prominp, foi proposto pela Petrobras com o objetivo de capacitar fornecedores nacionais para o desenvolvimento de produtos no segmento de Exploração & Produção, visando à substituição competitiva da importação e, com isso, o aumento do conteúdo local nos projetos. A construção das baleeiras foi um dos casos de famílias de equipamentos e materiais identificados pela Petrobras que não eram atendidos pelo mercado nacional. A partir daí, trabalhou-se para fomentar a fabricação do equipamento no país, mantendo os aspectos de competitividade de preços e sustentabilidade tecnológica.

Após a análise técnica de diversas empresas nacionais, a empresa Rib Offshore foi selecionada para a fabricação do protótipo de uma baleeira totalmente nacional, desenvolvido para atender tanto as normas da Petrobras quanto os requisitos técnicos internacionais.

Assim surgiu o protótipo “Evolution 83” (nome dado em referência à capacidade de ocupação da baleeira desenvolvida), que foi apresentado ao mercado e, em seguida, submetido a uma série de testes, até ser homologado pela Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil e pela empresa classificadora Bureau Veritas para operação em navios e plataformas de bandeira nacional e estrangeira. A partir desse modelo, também foram elaboradas mais duas versões da baleeira, a "Evolution 80" e a "Evolution 50", com capacidade para 80 e 50 pessoas respectivamente.

Além das quatro unidades que acabaram de chegar a Rio Grande, uma baleeira já foi entregue em janeiro deste ano, para ser utilizada na plataforma P-43 (localizada no Campo de Barracuda, na Bacia de Campos) e mais oito unidades do modelo Evolution 50 deverão ficar prontas em março. A assinatura do contrato e a entrega dos equipamentos marcam a volta da produção de baleeiras com alto padrão de qualidade no Brasil, permitindo a revitalização do mercado fornecedor desse tipo de equipamento, além de gerar mais emprego e renda no país.

12 de dezembro de 2010

H2S O Gás da Morte

Um dos mais temidos agentes de riscos encontrados em alguns campos de petróleo é o H2S. Também conhecido por Gás Sulfídrico, Gás de Ovo Podre, Gás de Pântano. ele Pode originar-se de várias fontes e muitas vezes é resultante de processos de biodegradação. Por exemplo, a decomposição de matéria orgânica vegetal e animal. Este gás já foi o responsável por diversos acidentes, sendo alguns deles fatais, pois é extremamente tóxico e inflamável, exigindo vigilância permanente e um plano de controle de emergência específico. Em algumas plataformas os empregados mantêm máscaras de fuga, presas a sua cintura durante as 24 horas do dia e disponíveis para uso a qualquer momento . Nós seres humanos também produzimos H2S e o exalamos através da respiração (25 a 200 ppb) e do trato intestinal (25 ppm).
 
Na indústria do petróleo o H2S poderá estar presente nos reservatórios de petróleo e nos campos onde há injeção de água do mar. Pode ser resultante de mecanismos de dissolução de sulfetos minerais, da decomposição de compostos orgânicos sulfurados etc. Outra fonte de H2S tem sido atribuída a atividade da bactéria redutora de sulfato – BRS, no interior do reservatório.

A contaminação por BRS das instalações de superfície – planta de processo e tanques – e também dos oleodutos por estas bactérias aliada a condições favoráveis ao seu desenvolvimento pode resultar em geração de H2S, como resultado de seu metabolismo. Condições do tipo: estagnação, anaerobiose (ausência de oxigênio), presença de nutrientes (fontes de enxofre, como o sulfato presente na água produzida e na água do mar) e temperatura adequada ao grupo de bactérias presente no meio favorecem o processo microbiológico. Este processo tende a ser mais intenso onde houver acúmulo de material sedimentável e borras. 
 
Características:
  • Muito tóxico 
  • Incolor 
  • Mais pesado que o ar 
  • Tem odor de ovo podre a baixas concentrações, mas inibe o sentido do olfato em concentrações elevadas 
  • Forma misturas explosivas com o ar 
  • Ataca o aço e selos de borracha rapidamente 
  • Também conhecido como gás sulfídrico e sulfeto de hidrogênio
Apesar do termo “gás” o H2S, que é solúvel em água, poderá estar na forma dissolvida e que, sob certas condições, é liberado para a atmosfera, sob a forma de gás. Este se for inalado, poderá causar danos à saúde dos seres vivos. Portanto, se o H2S está em contato com água, esta também o conterá, liberando-o para a atmosfera.
Por ter densidade maior que a do ar, são esperadas concentrações mais elevadas nos pontos mais baixos.
 
Exposição prolongada ao H2S poderá acarretar perda da sensibilidade ao odor, de intensidade variável de acordo com a concentração do mesmo. Então, uma pessoa exposta ao H2S pode pensar que a concentração do gás está diminuindo, quando na realidade poderá estar aumentando. A susceptibilidade ao envenenamento pelo H2S varia de acordo com a concentração e o tempo das exposições a este gás. 

Aonde poderá estar presente?
Pode ser encontrado em processos de produção e refino de petróleo, sistemas de esgoto, indústria de papel, águas subterrâneas e numa variedade de processos industriais. Locais onde haja estagnação de água com quantidades variadas de matéria orgânica / nutrientes e em ambientes contaminados com bactérias, estão sujeitos a processos de geração de H2S. Portanto, tanques de slop, tanques com água produzida parada por muitos dias, anel de incêndio com água estagnada que não foi clorada e parada por alguns meses, etc. 
Outros compostos sulfurados que geram odores desagradáveis tais como mercaptans e sulfeto de dimetila também poderão estar presentes em concentrações variáveis juntamente com o H2S. Desta forma, somente uma medição confiável poderá indicar a gravidade da situação.
 
A própria água do mar, que apresenta diversos grupos de bactérias, entre elas as BRS e nutrientes, se for mantida em condições de estagnação por longo tempo, poderá apresentar teores de H2S perceptíveis ao olfato humano. 

Quais são os efeitos danosos ao homem?
Os efeitos de um intoxicação com este gás são sérios, similar aos do monóxido de carbono porém, mais intensos, e podem permanecer por um longo período de tempo podendo causar danos permanentes. Este gás tóxico paralisa o sistema nervoso que controla a respiração, incapacitando os pulmões de funcionar, provocando a asfixia. 
 
Abaixo, são apresentados os efeitos do H2S nos seres humanos de acordo com a concentração:
Obs.: os efeitos toxicológicos dependem da concentração, duração, frequência das exposições e das condições físicas individuais.
 
Concentração de H2S (ppm) partes por milhão - efeito nos seres humanos
· 0,3 a 1,0 Detectável pela maioria das pessoas pelo sentido do paladar, mais do que pelo do odor. 
· 3 a 5 Facilmente detectável. Odor moderado 
· 8 Inicia processo de irritação dos olhos. Nível de exposição permissível para 8 horas de exposição 
· 20 a 30 Odor forte e desagradável, mas não intolerável. Provoca tosse e imediata irritação dos olhos. Máxima concentração permissível para curto período de exposição (10 minutos por turno de 8 horas) 
· 50 Pronunciada irritação dos olhos, garganta e pulmões, mas é possível respirar por alguns minutos. 
· 100 Tosse, irritação dos olhos, perda do olfato após 2 a 5 minutos de exposição. 
· 200 Inflamação nos olhos e irritação no sistema respiratório após uma hora de exposição 
· 500 Perda da consciência e possível morte em 30 minutos a uma hora. 
· 700 a 1000 Inconsciência imediata, paralisação da respiração e morte. Poderá resultar em danos cerebrais permanentes. 
· 1000 a 2000 Inconsciência instantânea, com parada respiratória e morte em poucos minutos.A morte poderá ocorrer mesmo se houver remoção para ambiente não contaminado. Ocorrem danos cerebrais 
Como detectar o H2S?
 
Formas de detecção de H2S na atmosfera:
1. Papel embebido em acetato de chumbo – qualitativo; 
2. Tubos colorimétricos (bombas multi-gás) – quantitativo com margem de erro de 25 a 35%; 
3. Equipamentos portáteis de detecção – para um tipo de g[as ou para até 5 tipos diferentes de gases (ex.: Five Star da MSA, GX 91 e GX 94 da Riken Keiki, Minigas 4 da Neotronics, entre outros; 
4. Sistemas fixos de detecção – são sensores com células eletroquímicas distribuídas estrategicamente em locais onde há possibilidade de ocorrência de H2S, levando-se em consideração que o H2S é mais pesado que o ar. 

Formas de determinação de H2S em água:
1. Papel embebido em acetato de chumbo – qualitativo; 
2. Determinação pelo método iodométrico – determina sulfetos totais; 
3. Determinação pelo método potenciométrico; 
4. Kits de análise de H2S 
5. Outros

O que fazer em caso de detecção de H2S?
1. Havendo suspeitas ou detecção de H2S em algum ponto da instalação, deverão ser adotadas as seguintes orientações: 
2. Retirar-se do local e dirigir-se para local bem ventilado; 
3. Comunicar imediatamente a sala de controle; A sala de controle devera acionar imediatamente o técnico de segurança; 
4. O técnico de segurança deverá equipar-se com conjunto autônomo de respiração e detector portátil de gás para monitorar a presença do gás; 
5. Confirmada a presença do gás, e dependendo da quantidade, o técnico de segurança acionará o plano de ação específico para cada caso;

Primeiros socorros
1. Equipar-se com conjunto autônomo de respiração; 
2. Avaliar o local do acidente; 
3. Havendo possibilidade, resgatar o acidentado e levá-lo para um local ventilado. Caso contrário, solicitar auxílio de uma equipe de resgate; 
4. Requisitar a presença do técnico de enfermagem para dar continuidade aos primeiros socorros.

Recomendações gerais e medidas preventivas
· Evitar condições de estagnação de água de produção e água do mar, seja em vasos de pressão, tanques e linhas; 
· Manter os sistemas que manuseiam água de produção com a menor quantidade de depósitos possível, através de limpezas mais freqüentes; 
· Todo aditivo empregado em sistemas onde haverá pontos de estagnação ou confinamento, não deverá constituir-se de substâncias que possam vir a ser utilizadas como nutriente ou sofrer decomposição; 
· Sempre que houver necessidade de drenar para a atmosfera água estagnada, seguir os procedimentos de segurança indicados para uma possível ocorrência de H2S, especialmente em ambientes confinados; 
· Todos os envolvidos nas operações de sistemas de produção, armazenagem e transferência de óleo e água de formação devem conhecer os procedimentos de segurança, operacionais e de emergência utilizados em situações onde há presença de H2S; 
· As instalações deverão estar equipadas com sistema de detecção e alarme, específicos para H2S, bem como placas indicativas alertando para uma possível exposição ao gás. A localização dos sensores deverá seguir as indicações efetuadas pela análise de risco; 
· A concentração do H2S não deverá ser inferida apenas pelo odor, pois esta indicação não é confiável; 
· Como o H2S tende a se acumular nos pontos mais baixos de uma instalação, é necessário intensificar os cuidados nestes locais; 
· Incluir nos “briefing” de segurança e diálogos diários ou periódicos (DDS) os aspectos relativos a segurança em operações onde possa haver a presença de H2S; 
· No caso de alarme de emergência devido a presença de H2S, o coordenador da emergência deverá observar a direção do vento para escolha dos melhores pontos de reunião; 
· A utilização de máscara com filtro químico, tipo Parat II deverá se restringir aos casos em que a atmosfera apresente no mínimo 18% de oxigênio e a concentração de H2S não seja superior a 150 ppm. Deverá ser utilizada apenas como máscara de fuga; 
· Todas as instalações deverão possuir birutas ou bandeirolas distribuidas pela unidade para facilitar a observação da direção do vento de qualquer ponto da instalação, inclusive à noite; 
· Todo trabalho onde existe a possibilidade da presença de H2S deverá ser executado mediante emissão de PT (permissão para trabalho) emitida pelo supervisor da área e com o endosso do técnico de segurança, observando-se as disposições constantes neste documento; 
· Deverão ser realizados treinamentos teóricos sobre H2S, práticos sobre a utilização dos equipamentos autônomos de respiração e simulados de emergência com H2S com primeiros socorros para todo o pessoal; 
· Deverão ser instalados sensores fixos na sucção dos sistemas de VAC (ventilação e ar condicionado) e dos compressores de ar; 
· Garantir que o sistema de ventilação e exaustão esteja operacional e de forma eficiente; 
· Criar condições para facilitar a remoção rápida de pessoas intoxicadas dos locais de difícil acesso e da própria instalação;
· Realizar análise de risco para determinar os possíveis locais com presença de H2S; 
· Prever facilidades para a instalação de ventilação forçada, bem como de meios de comunicação em locais confinados;
· Todos os trabalhos em locais onde há possibilidade de ocorrência de H2S deverão ser executados com a presença de pelo menos duas pessoas.