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6 de julho de 2012

Sobram vagas, mas faltam profissionais em Petróleo e Gás

A descoberta do pré-sal intensificou a busca por profissionais aptos a atuar na área. O Brasil é um destino promissor para empresas fornecedoras da cadeia produtiva de petróleo e gás, que poderão diversificar negócios e principalmente absorver mão de obra especializada. Por isso, os chamados engenheiros de petróleo são cada vez mais disputados pelo mercado de trabalho e a especialização destes profissionais é indispensável.

Segundo pesquisa de mercado, desenvolvida pela empresa de recrutamento Hays, o Brasil está na crista da onda e este patamar deve aumentar ou ficar, no mínimo, estável nos próximos anos, até que sejam descobertas novas reservas no país. A pesquisa também apontou que a média salarial para profissionais da área de petróleo e gás no Brasil subiu 27,6% em um ano, ficando em cerca de R$ 215.450 anuais (R$ 17.950 ao mês), enquanto o crescimento médio global foi de apenas 6,13%, com remuneração média de US$ 80.458 ao ano. O estudo, realizado entre outubro de 2010 e outubro de 2011, concluiu que Brasil e Austrália estão à frente dos demais 51 países pesquisados, liderando as contratações no setor.

De acordo com Matt Underhill, responsável pela pesquisa, os campos de exploração de pré-sal estão oferecendo desafios para os engenheiros e as empresas e as companhias não estão medindo esforços para atrair os melhores talentos. No entanto, a escassez de mão de obra qualificada, principalmente de engenheiros, continua sendo problema para o setor. O estudo revelou ainda que o número de brasileiros trabalhando no exterior na área caiu de 20% para 10%, entre 2010 e 2011. Segundo Underhill, os números são resultados da alta demanda interna por profissionais da área.

O engenheiro de petróleo deve possuir avançados conhecimentos em engenharia, geofísica, mineração e geologia para atuar em refinarias, plataformas marítimas e petroquímicas. Além de atuar na exploração, o profissional é contratado para trabalhar em perfuração, transporte, instalação de sistemas submarinos, de gasodutos e no desenvolvimento de projetos.  Para o coordenador dos cursos de Pós-Graduação a Distância em Petróleo e Gás do wPós, Róbison Gonçalves de Castro, a especialização na área é fundamental, pois trata-se de área específica, com particularidades próprias, que exige conhecimentos específicos com grau de aprofundamento, mesmo nas áreas tradicionais de gestão.

A escassez de mão de obra qualificada na área faz com que profissionais especializados sejam cada vez mais valorizados e disputados pelo mercado de trabalho.

31 de março de 2011

Nordeste concentrará 78% do refino brasileiro

O crescimento econômico do Nordeste também se reflete no mercado de combustíveis: em nove anos, a região responderá por 78% da capacidade de refino do país. Esse e outros reflexos da exploração de petróleo e gás foram tema do seminário “O Nordeste e o pré-sal”, realizado nesta terça-feira (29/03), em Recife, e patrocinado pela Petrobras.

Em sua palestra durante o evento, o gerente-executivo de Programas de Investimento da área de Abastecimento da Petrobras, Luiz Alberto Domingues, explicou que a estratégia da Companhia para os próximos anos visa dar autossuficiência ao Brasil também no refino: atualmente, o consumo é 8% maior do que a quantidade de produtos das refinarias. A previsão é de que, em 2020, essa situação se inverta e a demanda pelos derivados de petróleos seja de 2,79 milhões de barris/dia; enquanto o volume processado será de 3,16 milhões, 13,2% maior.

O início dos esforços da Petrobras rumo à autossuficiência no refino foi no início dos anos 2000, com a modernização das instalações já existentes, construídas a partir dos anos 60. Agora, a fase é de investimento na ampliação do parque de refino. A Refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída no Complexo Portuário de Suape (a 60km de Recife), está entre os maiores empreendimentos da área. Em 2013, ela vai começar a processar 230 mil barris de petróleo diários. A partir da entrada em operação, as refinarias Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará, vão consumir 900 mil barris/dia (66% deles na Premium I).

Com as novas usinas, o parque de refino da Petrobras passará de 11 para 14 unidades. Há, ainda, aportes na área petroquímica, cuja matéria-prima também é o óleo: o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a PetroquímicaSuape (em Pernambuco). Além de garantir o abastecimento no mercado brasileiro, os investimentos também têm como objetivo o crescimento do mercado internacional de derivados de petróleo. “O mercado interno é nosso mercado premium. Foi o que nos sustentou nos últimos 50 anos e continuará sendo prioridade nos próximos 50”, ponderou Domingues.

Pernambuco
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco, Geraldo Júlio, estava entre os palestrantes do evento e ressaltou que o governo está atento a esse movimento na região e em Pernambuco, um dos principais focos de atenção da área de petróleo e gás no país. Não apenas pela Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape, mas também pela atração de estaleiros para Pernambuco. Os estaleiros estão se instalando devido às encomendas de navios da Transpetro, que buscam atender a demanda de aumento da produção de petróleo, especialmente com o pré-sal.

A criação do Fórum Suape Global é uma das ações do governo estadual. “Foi construída uma grande composição da sociedade, governo e um grande número de parceiros, para transformar o Estado num polo global provedor de bens e serviços para toda a cadeia”, explicou o secretário. As áreas de atuação do fórum são desenvolvimento de recursos humanos, desenvolvimento industrial, infraestrutura e meio ambiente, pesquisa, tecnologia e inovação, desenvolvimento de negócios e comunicação e divulgação. “Nossa meta é proporcionar o desenvolvimento de uma atividade industrial inovadora e de forte base científico-tecnológica, capaz de garantir a sustentabilidade para os próximos 50 anos. Vamos consolidar Suape como um centro irradiador de desenvolvimento”.

O seminário “O Nordeste e o pré-sal” foi promovido pelos Diários Associados de Pernambuco e contou ainda com a participação de especialistas como a diretora da consultoria Ceplan, Tânia Barcelar, e do presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Arlindo Almeida.

3 de janeiro de 2011

Exploração da camada pré-sal pode beneficiar Porto de Santos


O Porto de Santos pode se beneficiar com a exploração de petróleo na camada pré-sal e atrair novos investimentos a partir de 2011. Esta é a opinião do presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do maior porto do Hemisfério Sul, Sérgio Aquino.


"A exploração de petróleo na Bacia de Santos é uma nova oportunidade para o Porto de Santos e também para os demais municípios da região. Certamente a presença do maior porto do Hemisfério Sul foi fator relevante, para não dizer decisivo, no que se refere à presença da Petrobras em Santos”.

O especialista em assuntos portuários lembra que grandes portos no mundo têm as atividades ligadas ao petróleo como estratégicas e dedicam áreas específicas de seus complexos logísticos para o desenvolvimento dos serviços correlatos.

"Refinarias, tancagens, polos petroquímicos e atividades offshore são valorizados. Por conta disso, as atividades de apoio offshore e estaleiros industriais ou de manutenção apresentam-se como grandes oportunidades para o Porto de Santos. Não podemos repetir os erros do passado, mas sim planejar o Porto de Santos de forma responsável."

Fonte: Porto Gente

16 de novembro de 2010

COMPERJ

Um dos principais empreendimentos da história da Petrobras, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) marca a retomada da Companhia no setor petroquímico e vai transformar o perfil socioeconômico de sua região de influência.

Previsto para entrar em operação em 2014, o Comperj promoverá uma transformação ainda mais completa do petróleo, fornecendo ao mercado e à sociedade produtos de grande utilidade, que tornam a vida mais confortável e prática: os plásticos e outros produtos petroquímicos, que hoje são encontrados em qualquer residência, escritório, automóvel e no campo.

O empreendimento prevê a geração de mais de 200 mil empregos diretos, indiretos e por “efeito-renda”, durante os cinco anos da obra e após a entrada em operação; todos em escala nacional.

Empresas do Comperj
A Petrobras constituiu seis sociedades anônimas no Rio de Janeiro, subsidiárias integrais:
  • Comperj Participações S.A.: Sociedade de Propósito Específico que deterá as participações da Petrobras nas sociedades produtoras do Comperj;
  • Comperj Petroquímicos Básicos S.A.: Sociedade produtora de petroquímicos básicos;
  • Comperj PET S.A.: Sociedade produtora de PTA/PET;
  • Comperj Estirênicos S.A.: Sociedade produtora de estireno;
  • Comperj MEG S.A.: Sociedade produtora de etilenoglicol e óxido de eteno;
  • Comperj Poliolefinas S.A.: Sociedade produtora de poliolefinas (PP/PE).
Em um primeiro momento, a Petrobras deterá 100% do capital total e votante dessas companhias, quando será feita a implantação do modelo de integração e relacionamento das empresas do Comperj. Com a constituição dessas empresas, a Petrobras inicia a fase de preparação do projeto para a entrada de potenciais sócios.

A Petrobras e a Braskem discutirão, à luz do Acordo de Associação celebrado entre as partes em 22/01/2010, a participação da Braskem nas sociedades que desenvolvem os negócios do Comperj relacionados a 1ª e 2ª gerações petroquímicas do Comperj e a operação está alinhada ao Plano de Negócios 2009-2013 da Petrobras.