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12 de julho de 2016

Clima é de confiança na retomada da indústria de petróleo e gás

Brasília - Novas reuniões com membros do governo interino de Michel Temer ampliaram o clima de confiança e a sensação do setor de petróleo e gás de que a indústria pode se recuperar com mais velocidade e, inclusive, puxar a retomada do crescimento econômico, na avaliação do secretário-geral do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), Milton Costa Filho. As informações são da Agência Brasil.
 
Costa Filho citou o exemplo do novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, e do novo secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix. "O próprio novo ministro [Fernando Coelho Filho] está se mostrando muito interessado na indústria, fazendo uma interlocução muito positiva. Isso cria um clima de otimismo e de confiança", disse Costa Filho, após participar de evento com representantes do Rio Convention e Visitors Bureau sobre as oportunidades criadas na área de turismo do Rio de Janeiro pelo setor de petróleo e energia.
 
Outro ponto considerado positivo para o futuro da indústria petrolífera foi a aprovação pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), na semana passada, da continuidade dos estudos sobre campos e blocos de petróleo e gás que poderão ser oferecidos na 14ª rodada de licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis). "A gente espera que venha uma rodada que possa realmente atrair investidores".
 
A possibilidade de aprovação na Câmara dos Deputados do projeto do então senador José Serra que retira da Petrobras a obrigatoriedade de ser operadora única dos campos do pré-sal constituirá, segundo o secretário-geral do IBP, "um sinal maravilhoso para atrair novos investidores e empresas para a nossa indústria". O IBP reivindica também que a política de conteúdo local no setor de petróleo e gás seja mais realista, de modo a beneficiar a cadeia nacional de fornecedores de produtos e serviços.
 
A indústria está concentrando agora sua atenção no anúncio do próximo plano de negócios da Petrobras, previsto para o final deste mês, que deixará claro o posicionamento da companhia daqui para a frente. A expectativa é que a estatal vai investir menos nas áreas de refino, logística e distribuição de gás e se concentrar mais na parte de geração. "Se for feito dessa forma, vai gerar uma série de oportunidades". A indústria aguarda ainda o anúncio de diversas medidas do governo para retomada do setor. "O clima é de confiança".
 
Costa Filho aposta no potencial de recuperação não só da Petrobras, mas da indústria de petróleo e gás como um todo. Segundo dados do IBP, o Brasil é o 13º maior produtor de petróleo do mundo e o 5º maior mercado consumidor de derivados global, representando 3% de toda demanda mundial. A indústria de petróleo e gás é responsável, também, pela geração de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e por 30% do PIB do estado do Rio de Janeiro. "Tem oportunidades imensas aqui. Os empresários estão aguardando decisões para ver se direcionam seus investimentos no Brasil, ou não".

Fonte: Valor Ecônomico

13 de janeiro de 2016

ANP propõe novo cálculo de royalties do petróleo

Proposta da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para alterar o cálculo do dinheiro repassado pela Petrobras a Estados e municípios —os chamados royalties– pode criar uma conta bilionária para a estatal, que já enfrenta dificuldades financeiras.
 
A medida, colocada em consulta pública nesta semana, representaria uma arrecadação adicional de cerca de R$ 1 bilhão por ano, segundo projeção do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) com base na arrecadação de 2015. Grande parte desses recursos seria repassado ao Rio e à União.

ENTENDA OS ROYALTIES
Os royalties são uma compensação financeira pela extração de recursos naturais, paga à União e aos municípios e Estados produtores.
 
O cálculo dessa compensação, em vigor desde o ano 2000, considera o volume extraído e o preço do petróleo de cada campo —que varia de acordo com a qualidade do petróleo, ou seja, o tipo de combustível que ele produz, em comparação com o petróleo Brent, referência global.
 
Petróleos mais pesados, como os da bacia de Campos, produzem menos gasolina e diesel e tendem a ter um desconto maior com relação ao Brent. Já o óleo do pré-sal é mais leve e mais valorizado.
 
As mudanças técnicas propostas pela ANP reduzem os descontos dos petróleos mais pesados. Segundo maior produtor do país, o campo de Roncador teria um preço de referência 8,9% maior em 2015 caso a nova fórmula estivesse em vigor, de acordo com a simulação da ANP.
 
O maior produtor do Brasil, Lula, no pré-sal da bacia de Santos, subiria 3,4%.
 
Na média, a proposta eleva em 7% o preço de referência dos 20 maiores campos do país, responsáveis por quase 90% da produção nacional.
 
QUEM PERDE OU GANHA
Além de elevar o custo da Petrobras, a proposta vem em um momento em que as petroleiras preparam-se para questionar duas leis sancionadas pelo governo do Rio no fim do ano, que criam impostos e taxas sobre a produção.
 
Como o petróleo é uma commodity —cujos preços são fixados internacionalmente—, qualquer aumento de custos representa perda de rentabilidade. Procurados, nem a Petrobras nem o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa as petroleiras, comentaram.
 
Defendida em reuniões na agência pelo próprio governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que enfrenta problemas financeiros no Estado, a mudança beneficia principalmente o Rio de Janeiro.
 
Em 2015, o governo estadual e municípios fluminenses ficaram com 33% da arrecadação de royalties do petróleo no país. Mas ficariam com a maior parte do aumento, porque os campos mais afetados ficam em frente ao litoral fluminense.
 
A proposta ficará em consulta pública até 10 de março, para críticas e discussão com os envolvidos.
 
A ANP, porém, tem autonomia para fazer a mudança.
 
Fonte: Folha de São Paulo 

10 de julho de 2013

Empresário Eike Batista desiste de explorar gás na Bacia do Parnaíba

A petroleira OGX, do grupo do empresário Eike Batista, afirmou ontem que negocia parcerias para os blocos que arrematou sozinha na 11º Rodada de Petróleo. A empresa passa por uma profunda crise. A decisão deve afetar o Piauí, já que a OGX incluiu na lista de negociação os quatro blocos terrestres situados na Bacia do Rio Parnaíba. Além destes, a empresa adquiriu direitos de concessão sobre sete blocos em águas rasas na Margem Equatorial.

O anúncio da renegociação foi feito semanas antes do prazo final para a confirmação, na ANP-Agência Nacional do Petróleo, das garantias oferecidas pela OGX para a aquisição dos blocos no leilão. Pelo cronograma da 11º rodada de maio, as empresas precisam depositar em agosto o bônus paga pelos blocos arrematados no leilão. Isso significa que a OGX, uma das mais ativa na última licitação, terá que dispor de mais de 370 milhões de reais para quitar as áreas arrematadas.

“A Companhia está trabalhando na solução para garantir o programa exploratório mínimo dos blocos arrematados na 11º Rodada da ANP. A Companhia acredita ter condições de apresentar garantias para a ANP tempestivamente”, afirmou a petroleira em um esclarecimento ao mercado.

A empresa afirmou ainda que “como é prática na indústria de petróleo...negocia parcerias para os blocos que a arrematou sozinha”, mas destacou que, até o momento, “não existe qualquer negócio fechado que deva ser divulgado ao mercado”. A OGX tem 100% de seis blocos que arrematou na rodada da ANP, situados nas bacias Potiguar (POT-M475), Barreirinha (BAR-M 213, BAR-M-251).

Fonte: Jornal Diário do Povo

8 de julho de 2013

Polêmico: Gás de Xisto terá leilão no Brasil em Outubro

Em outra ocasião falei aqui sobre a exploração do gás de xisto (ou gás não convencional), pois bem hoje pretendo falar mais sobre essa fonte de energia polêmica nos EUA e proibida em alguns países, como a França e a Bulgária, e que está prestes a começar a ser explorada aqui no Brasil.

A ANP marcou para os dias 30 e 31 de outubro o primeiro leilão de blocos de gás - normalmente, eles são incluídos nos leilões para exploração de petróleo. Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, as reservas de gás em terra podem ultrapassar as do pré-sal. Pesquisas realizadas pela ANP indicam um grande potencial de reservas que podem atingir 500 TFC (trilhões de pés cúbicos), o dobro dos 226 TFCs conhecidos até hoje. Entre as áreas ofertadas há algumas com potencial para extração de gás não convencional, que não está livre nos reservatórios subterrâneos, como o gás comum. Para extraí-lo é preciso "explodir" as rochas, injetando no subsolo grandes quantidades de água, areia e produtos químicos. Esse método gera questionamentos sobre os seus impactos ambientais. A descoberta de grandes reservas nos EUA levou a uma queda significativa no preço do insumo, atraindo a instalação de novas indústrias.

Enquanto no Brasil o preço do gás convencional gira em torno de US$ 12 o milhão de BTU (medida britânica de energia), nos EUA ele custa em torno de US$ 3. Empresas como Petra, OGX, HRT, Orteng, Cemig e Petrobras avaliam oportunidades na produção do gás não convencional no Brasil.

O secretário de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, diz que a técnica de fraturamento não é nova na indústria de petróleo. "Teremos algumas exigências adicionais [em relação aos leilões habituais], como fraturamento com poço revestido, cimentação mais adequada e projeto aprovado pela ANP."

Os Riscos
Ambientalistas afirmam que a técnica de fraturamento do subsolo amplia os riscos de contaminação do lençol freático e de explosão por vazamento de metano. Terremotos também são apontados como danos relacionados à exploração. Segundo Luis Antonio Menzes da Silva, da Villemor Amaral Advogados, esse tipo de exploração gera milhares de ações judiciais nos EUA e no Canadá. No Brasil não deverá ser diferente. "A atividade tem especificidades e não se pode apenas reproduzir o que é feito nas licitações de petróleo e gás."

A polêmica sobre o gás de xisto chegou a Hollywood. Em dezembro, estreou nos EUA o filme "Promised Land" (Terra Prometida), no qual o ator Matt Damon interpreta um executivo de uma produtora do gás que tem sua atuação questionada quando o rebanho de uma cidade começa a morrer após beber água possivelmente contaminada. O filme segue a linha do documentário "Gasland", de 2011, que mostra um morador "incendiando" a água da torneira com um fósforo.

Para o ex-deputado federal Fabio Feldmann, a falta de debate é o maior problema para a realização do leilão já neste ano. "Não existe nada específico sendo estudado pelo Ibama, Ministério do Meio Ambiente ou ANA (Agência Nacional de Água)."

O Ministério do Meio Ambiente confirmou que não está envolvido no assunto. Segundo a ANP, o leilão seguirá o mesmo trâmite dos demais, com as áreas "previamente analisadas quanto à sensibilidade ambiental pelo Ibama e pelos órgãos estaduais competentes". Para o presidente do conselho de administração da consultoria Gas Energy, Marco Tavares, os riscos ambientais do gás não convencional já foram equacionados.

No leilão de outubro serão oferecidos blocos nas bacias do Paraná, de Parecis, do Parnaíba, do Recôncavo, do Acre e do São Francisco. Espero ter contribuído ainda mais sobre esse assunto tão polêmico. Até a próxima!!!

13 de maio de 2013

ANP leiloa 20 lotes de gás natural da bacia do Parnaíba esta semana. O leilão acontece esta semana no Rio de Janeiro. Dos 20 lotes, 14 estão no Piauí e seis no Maranhão.

Nesta terça-feira e quarta-feira (14 e 15) no Rio de Janeiro, acontecerá a 11ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás onde serão leiloados 20 lotes da bacia do Parnaíba, sendo 14 no Piauí e seis no Maranhão. Cerca de 64 empresas demonstraram interesse em participar da rodada e podem adquirir os lotes para exploração de gás natural no Piauí. A Agência Nacional de Petróleo espera arrecadar cerca de R$ 2 bilhões no leilão. 

Os lotes no Piauí estão numa área de 22 mil km² distribuídos em 34 cidades. É a primeira vez que o Piauí participa da rodada de licitações.

Para o secretário de Mineração, Edson Ferreira, isso demonstra a viabilidade da exploração do gás natural no estado, o que vai acarretar na geração de emprego, impulsionando a economia e o desenvolvimento do estado. Edson Ferreira acrescenta que a participação das 64 empresas na Rodada de Licitações mostra o interesse delas em realizarem investimentos na exploração de gás natural, e o Piauí, agora está incluído nas áreas que devem receber estes investimentos.

Os últimos estudos mostram a viabilidade da exploração de petróleo e gás natural no Piauí. Entre as 64 empresas que fizeram o cadastro para participar do leilão estão a OGX, Petrobrás, Queiroz Galvão, a Shell e outras multinacionais.

As cidades piauienses que estão na área dos lotes que serão leiloados  são Alvorada do Gurguéia, Amarante, Antonio Almeida, Arraial, Baixa Grande do Ribeiro, Bertolínia, Cajazeiras do Piauí, Canavieira, Canto do Buriti, Colônia do Gurguéia, Currais, Elizeu Martins, Flores do Piauí, Floriano, Francisco Ayres, Guadalupe, Itaueira, Jerumenha, Landri Sales, Manoel Emídio, Marcos Parente, Nazaré do Piauí, Oeiras, Pajeú do Piauí, Palmeira do Piauí, Pavussu, Porto Alegre do Piauí, Regeneração, Ribeiro Gonçalves, Rio Grande do Piauí, São Francisco do Piauí, São José do Peixe, Sebastião Leal e Uruçuí.

10 de março de 2011

OGX Maranhão assegura nova sonda de perfuração terrestre

A OGX Maranhão assegurou a contratação de sua segunda unidade de perfuração terrestre. A sonda denominada BCH-05E foi contratada junto à empresa BCH Energy do Brasil e vai operar na Bacia do Parnaíba. A OGX Maranhão, sociedade formada entre OGX S.A. (66,6%) e MPX Energia S.A. (33,3%), detém 70% de participação e atua como operadora em sete blocos nesta bacia, enquanto a Petra Energia S.A. detém os 30% restantes.

Com capacidade para perfurar poços de até 3.500 metros de profundidade, a sonda BCH-05E estará disponível a partir de março, durante o período de um ano. Ela vai operar em paralelo com a sonda QG-1, que teve seu contrato renovado por mais um ano a partir de abril de 2011.

A nova unidade vai reforçar a campanha exploratória da OGX Maranhão na Bacia do Parnaíba, considerada uma nova província com grande potencial para produção de gás natural. A OGX Maranhão já realizou importantes descobertas nesta bacia e estima capacidade produtiva de aproximadamente 15 milhões de metros cúbicos diários de gás natural na área de seus sete blocos.

Nos próximos dias a sonda BCH-05E será transportada para a locação do poço Fazenda São José, em Santo Antônio dos Lopes, onde irá perfurar a partir de março um poço de extensão desse prospecto. Este será o quarto poço perfurado pela OGX Maranhão na Bacia do Parnaíba. Em 2010, a empresa concluiu a perfuração dos prospectos Califórnia (na cidade de Capinzal do Norte) e Fazenda São José (em Santo Antônio dos Lopes), ambos com descobertas de gás natural, e em fevereiro deste ano iniciou o poço Bom Jesus (em Lima Campos), que continua em andamento. Até 2013 a OGX Maranhão pretende perfurar 15 poços na região.

A OGX é responsável pela maior campanha exploratória privada de óleo e gás natural em curso no Brasil, com mais de 5.000 profissionais envolvidos diretamente. A empresa conta atualmente com a maior frota privada em atuação no País, com nove unidades de perfuração, 12 embarcações e quatro helicópteros à sua disposição.

8 de novembro de 2010

OGX inicia novo poço no Parnaíba

A OGX iniciou a campanha de perfuração de seu segundo poço na Bacia do Parnaíba. O poço 1OGX22MA está sendo perfurado no bloco PN-T-68 pela sonda Queiroz Galvão 01 e deve atingir a profundidade final de 3.295 m.

A empresa pretende ao todo perfurar 15 poços nos cinco blocos que possui na região. Para isso, está licitando duas novas sondas terrestres para as campanhas. As novas unidades devem ter capacidade para 3.500 m e estar disponíveis para iniciar a operação no final deste ano ou início de 2011. As sondas serão responsáveis pelo teste de formação que a empresa pretende realizar no prospecto Califórnia, no bloco exploratório PN-T-68, onde anunciou uma descoberta de gás natural na seção devoniana com a perfuração do poço 1-OGX-16-MA.

O investimento exploratório estimado para a campanha é entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões. A OGX tem hoje 20 prospectos mapeados em Parnaíba e estima recursos potenciais de 15 trilhões de pé cúbicos na região.

Meus amigos isso significa mais oportunidades de emprego que surgirão doravante na região da Bacia do Parnaíba. Ao meu ver, se você é do Maranhão, Piauí e adjacências corra para se capacitar!

29 de outubro de 2010

Nova Descoberta no Piauí


Um poço de gás natural estaria na Bacia do rio Parnaíba e teria capacidade de produção equivalente à metade do que o Brasil importa da Bolívia.

Após anunciar a descoberta de petróleo de alta qualidade em novos poços em águas profundas no mar de Sergipe, a Petrobrás procura ampliar seus negócios na região Nordeste, desta vez em terra firme. Um dos poços de gás natural estaria na bacia do rio Parnaíba entre Piauí e Maranhão e teria capacidade de produção equivalente à metade do que o Brasil importa da Bolívia.

"Abrimos uma nova frente exploratória", comemorou o gerente executivo de exploração da Petrobrás, Mário Carminatti. A empresa inicia no ano que vem a busca por outra fronteira petrolífera, dessa vez na chamada margem equatorial brasileira, que compreende os Estados de Ceará, Piauí, Maranhão e Pará. A empresa conclui a avaliação de estudos sísmicos referentes a blocos na região e inicia, já em 2011, uma campanha de perfuração de poços.

"O triênio 2011/2012/2013 será muito acelerado com relação a perfurações na margem equatorial brasileira", comentou Carminatti. Para o Ceará, por exemplo, estão previstos pelo menos dois poços para o ano que vem. A margem equatorial tem pouco histórico de atividade de exploração de petróleo, por causa do foco da Petrobrás, nas últimas décadas, em ampliar a produção das províncias petrolíferas da Região Sudeste, em busca da autossuficiência na produção de petróleo.


Atualmente, o Nordeste tem grande atividade petrolífera apenas em terra, em bacias já exploradas desde antes da descoberta das primeiras reservas gigantes de petróleo na Bacia de Campos. Sergipe, por exemplo, produz quatro vezes mais petróleo em terra do que no mar, segundo dados compilados pela ANP, que incluem também a produção de companhias privadas.

Além de Sergipe e Ceará, porém, é crescente a atividade em outras bacias marítimas, como Pará-Maranhão, onde Petrobrás e OGX têm concessões. Com base em relatório da consultoria DeGolyer & McNaughton, a empresa de Eike Batista acredita ter reservas em torno de 447 milhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás) em suas cinco concessões naquela bacia.

DESCOBERTAS

Bacia do Parnaíba
A OGX anunciou, no dia 12 de agosto, a descoberta de gás natural em um bloco terrestre na bacia, no Maranhão, com potencial. Segundo Eike Batista, a região tem potencial para produzir até 15 milhões de metros cúbicos por dia, metade do volume importado da Bolívia.


Bacia do São Francisco
No início de setembro, a Orteng anunciou sua primeira descoberta na bacia mineira, até hoje com pouca atividade exploratória. Não há dados sobre reservas, mas a companhia demonstrou otimismo com o sucesso da perfuração. A Petrobrás também prepara poços no local.


Bacia de Sergipe-Alagoas
A Petrobrás anunciou ontem a descoberta em águas profundas na bacia de Sergipe-Alagoas, a primeira desse tipo na região. Para a empresa, trata-se da mais nova fronteira exploratória do País.

Fonte: Estadão