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20 de abril de 2012

Governo argentino assume controle da YPF, que considera decisão "ilegal e discriminatória"

O governo argentino enviará ao Congresso um projeto de lei que declara soberania nacional sobre hidrocarbonetos e declara o abastecimento de combustíveis de interesse público no país. O projeto também declara a petrolífera espanhola YPF, maior produtora de petróleo da Argentina e privatizada nos anos 1990, como uma empresa de utilidade pública. Segundo o projeto, anunciado pela presidente Cristina Kirchner em solenidade na Casa Rosada convocada de surpresa pelo governo, a YPF fica sujeita à expropriação de 51% de suas ações pelo governo. Esse montante de ações será compartilhado entre o governo federal, com 51% desse capital, e as províncias que integram a Federação de Produtores de Hidrocarbonetos, que ficarão com 49%.

O governo argentino anunciou que o Tribunal de Contas local irá definir o valor dos ativos da YPF que serão expropriados, e que o projeto ainda prevê que novas transferências do capital da empresa só serão permitidas mediante autorização de dois terços do Congresso. Mesmo dependendo da autorização dos parlamentares, a atual diretoria da petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, já foi dissolvida e o comando passou para o governo argentino. O ministro do Planejamento, Julio De Vido, assumiu o cargo de interventor da YPF junto com o secretário de Política Econômica e vice-ministro de Economia, Axel Kicillof. As nomeações foram feitas por medida provisória, denominada Decreto de Necessidade e Urgência (DNU).

Para a Repsol, a decisão é "claramente ilegal e gravemente discriminatória". Em um comunicado, a companhia afirmou que está atualmente analisando "todas as medidas legais que pode tomar para preservar o valor de seus ativos e os interesses de seus acionistas". "Nossos parceiros europeus estão conosco", disse Maria Dolores Cospedal, segunda mais alta autoridade do Partido Popular espanhol, após reunião com o primeiro-ministro Mariano Rajoy. Maria Dolores disse que o governo espanhol vai responder a essa situação.

A YPF, assim como a Petrobras e outras companhias estrangeiras, tem enfrentado disputas com o governo argentino há meses. Cristina Kirchner acusa as empresas de cartelização dos preços de diesel. Diversas províncias cancelaram licenças para exploração petrolífera em seus territórios. Informações extraoficiais sobre a reestatização da YPF circulavam em Buenos Aires desde o final de fevereiro.

O anúncio, feito instantes após o fechamento da Bolsa de Madri, não chegou a afetar as ações da Repsol, que fecharam em alta de 2,2% no pregão espanhol. Em Nova Iorque, no entanto, os ADRs da YPF recuavam quase 18% após o anúncio da expropriação da empresa pelo governo argentino. Em Buenos Aires, o índice Merval caía 2,2%, com queda de 2,5% nas ações da YPF e de 3,85% nas ações da Petrobras Argentina.

Fonte: Guia Offshore

18 de abril de 2012

Plataforma Prelude FLNG da SHELL

A Prelude FLNG será a primeira e maior unidade de produção e liquefação de gás offshore do mundo.
A Shell Austrália, acaba de bater o martelo na ultima sexta feira, e aprovar o grande projeto “Prelude FLNG”, que demandam investimentos na ordem de 12 bilhões de dólares! A previsão é a entrada em operação até o ano de 2017. Para a economia da Austrália o projeto irá significar 45 bilhões de dólares na balança comercial o desenvolvimento deste campo.

Sempre souberam que há muito gás e óleo na costa da Austrália, porem condições climáticas, e a proibição de construção de oleodutos submarinos, sempre tornou proibitiva a extração e produção dos hidrocarbonetos naquele país. Mas a Shell junto com a Total da França, e Inpex do Japão, desenvolveram um novo conceito de FPSO, que na verdade é um FLNG-Floating Liquefied Natural Gas, esta unidade será a maior já construída no mundo, e também será o maior objeto flutuante do mundo.

A construção será feita nos estaleiros Samsung na Coreia do Sul, em parceria com a Tecnip, que também fará a instalação da unidade no campo, em lâmina d’água de 250 metros.

Projeto audacioso à prova de tufões Segundo a Shell, foram gastas mais de 1.600.000 mil horas de pesquisas para chegar a este tipo de projeto, e outra grande novidade esta no sistema de ancoragem. Segundo eles será o mais reforçado já projetado, terá o mais alto Turrent system, já instalado num navio, a escolha do sistema Turrent foi decisiva, pois as condições climáticas na costa da Austrália e Mar de Timor, não são nada agradáveis nas temporadas dos Tufões, e por isso este projeto é feito para suportar Tufões cat. 5 (a mais alta categoria), e poderá operar com navios LNG aliviadores em condições de vento e correntes fortes. Dimensões Com 488 metros de comprimento, 74 metros de boca 600 mil toneladas quando em carga total. Somente na construção serão usadas 260 mil toneladas de aço, 3 vezes mais aço do que usado na construção da ponte Golden Gate. Cada esfera de armazenagem, terá o equivalente há 175 piscinas olímpicas. Será maior do que 4 campos de futebol.

Liquefação no mar
A grande vantagem do projeto, será a planta de liquefação que esta unidade terá no convés, pois ai o gás poderá ser comprimido 600 vezes, à uma temperatura de -162° Celsius. Com isso uma grande quantidade de gás poderá ser armazenada nos tanques, e depois aliviada para navios LNG (gaseiros), mas um revolucionário sistema irá usar água gelada do mar para ajudar a reduzir mais espaço no convés, esta água gelada irá circular em torno dos tanques,  judando a manter baixa a temperatura.

O grande desafio foi desenvolver uma planta destas sobre um casco, pois em terra estas plantas são enormes, porem esta é 4 vezes menor e com a mesma capacidade de processamento. Ela poderá armazenar até 200 mil metros cúbicos de LNG e 90 mil metros cúbicos de LPG, e 126 mil metros cúbicos de condensado.

15 de abril de 2012

Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da bacia de Santos

A Petrobras fez nova descoberta de petróleo ao Norte do campo de Lula, no pré-sal da bacia de Santos. O novo poço 1-RJS-689A (1-BRSA-925A RJS), chamado de Dolomita Sul, está localizado em profundidade de água de 1747 metros, a 177 quilômetros da costa do Estado do Rio, no Bloco BM-S-42. A Petrobras é a única concessionária desse bloco.
 
Segundo informado em nota pela estatal, o óleo é 'de boa qualidade'. "Essa descoberta confirma o potencial da região do pré-sal, fora dos limites das primeiras descobertas [área conhecida como cluster] da Bacia de Santos", informou a Petrobras em nota.

De acordo com a companhia, o poço, ainda em perfuração, busca também outros "objetivos mais profundos". Após o término da perfuração, a Petrobras planeja avaliar a produtividade desses reservatórios por meio de testes de formação.

"A descoberta foi comprovada por amostragem de petróleo, em reservatórios em camadas pré-sal, situados a cerca de 5.660 metros de profundidade", completou.

Fonte: Guia Offshore

10 de abril de 2012

Vazamento no Campo de Roncador

A ANP tomou conhecimento, na noite de domingo (08/04/2012), do vazamento de gotículas de óleo a partir do solo marinho do Campo de Roncador, operado pela Petrobras. Roncador é vizinho do Campo de Frade, operado pela Chevron, onde ocorreu um blowout em 7/11/2011.

O ponto do vazamento no Campo do Roncador foi localizado a partir de inspeções submarinas com ROVs (Veículo Operado Remotamente), estando situado a cerca de 500 metros da fronteira com o Campo de Frade. Até o momento, não há identificação de mancha na superfície do mar.

Foram coletadas amostras do óleo do Campo de Roncador, com o objetivo de identificar a origem do vazamento. Os resultados devem ser obtidos em até 48 horas.
A ANP seguirá acompanhando estreitamente o incidente e manterá a sociedade informada sobre os seus desdobramentos.

Fonte: Assessoria de Imprensa ANP (21) 2112-8333

9 de abril de 2012

FMC e Petrobras assinam acordo para fornecimento de tecnologias para o pré-sal

A FMC Technologies, líder na fabricação de equipamentos submarinos para a indústria do petróleo, e a Petrobras assinaram um acordo para fornecimento de tecnologias para o pré-sal. A princípio, o negócio envolve o fornecimento de 78 'árvores submarinas', que atuarão em profundidades de 2,5 mil metros. A receita gerada soma um valor aproximado de US$ 900 milhões.

Mas, de acordo com a FMC, o escopo total poderia incluir a entrega de até 130 árvores submarinas, controles e ferramentas relacionadas. Este acréscimo pode aumentar o valor do negócio, chegando a US$ 1,5 bilhão, se de fato todos os equipamentos forem encomendados.

Os equipamentos serão desenvolvidos no centro tecnológico sul-americano da FMC e montados na fábrica de sistemas submarinos da companhia, ambos localizados no Rio de Janeiro. As árvores terão cerca de 70% de conteúdo local e as entregas terão início nos primeiros meses de 2014.

"Fizemos investimentos significativos em nossas operações brasileiras para permitir a fabricação do produto em larga escala e o desenvolvimento de novas tecnologias", disse Tore Halvorsen, vice-presidente sênior da FMC Tech. "A Petrobras já distribuiu mais de 500 árvores submarinas para nossas operações no Brasil ao longo dos últimos 30 anos, e temos o prazer de apoiá-los no desenvolvimento de seus reservatórios do pré-sal", concluiu.

VOLTANDO COM FORÇA TOTAL

Alô galera,

Andei um tempo sumido sem postar no Engpeg, peço mil desculpas e aproveito para dizer que estou de volta e com força total. Prometo que irei me esforçar para continuar alimentando este canal de idéias e dicas para ajudar aqueles que desejam receber informações de como anda o mundo petrolífero.

Abraços!!!

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Abraços!!!