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4 de novembro de 2010

OGX descarta interesse no campo de Libra

A OGX não tem interesse em participar da licitação do campo de Libra, que será a primeira a ser realizada no novo modelo de partilha de produção, depois da aprovação pelo Congresso. O presidente da companhia, Paulo Mendonça, afirmou que o objetivo é participar da exploração e produção de campos como operadora, o que não é permitido na partilha de produção, que terá a Petrobras como operadora única do pré-sal.

"Nós criamos ideias. As já existentes são muito mais caras", afirmou Mendonça, acrescentando que, a princípio, não haverá interesse da empresa de participar de licitações do pré-sal. Por outro lado, a OGX tem boas expectativas para a 11ª rodada de licitações da ANP, que deve ocorrer no primeiro semestre do ano que vem.

Segundo o executivo, parte dos recursos que serão usados na disputa virá da venda de ativos que a companhia explora atualmente na Bacia de Campos. O controlador do grupo EBX, Eike Batista, revelou que sete companhias já procuraram a OGX para adquirir participação nos blocos.

Sem revelar o nome das empresas, Batista garantiu que o preço acertado por parte das reservas que podem existir nos blocos será superior a US$ 8,5 por barril, valor médio obtido na cessão onerosa de até 5 bilhões de barris de óleo equivalente feita pela União à Petrobras. O empresário disse ainda que a OGX não pretende fazer oferta pelos blocos que a Shell colocou à venda no Brasil. Até o fim do ano, a OGX deve receber mais duas sondas para perfurações em blocos na Bacia do Parnaíba.
Fonte: Jornal Valor Econômico

2 de novembro de 2010

ANP anuncia reserva de petróleo do Campo de Libra

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, confirmou nesta quinta-feira que a agência divulga na próxima sexta-feira o volume de petróleo e o tamanho da reserva de óleo relativos à nova descoberta no Campo de Libra, na área do pré-sal da Bacia de Santos.

Estimativas de uma empresa de consultoria contratada pela ANP para avaliar as reservas do pré-sal indicam que as reservas de Libra podem ter volume entre 8 e 12 bilhões de barris de petróleo, volume superior aos de Tupi que têm reservas entre 5 e 8 bilhões. Tupi é maior jazida já descoberta no país.

A área vem sendo explorada pela Petrobras como parte do processo de cessão onerosa de capitalização da empresa e não faz parte dos blocos já licitados na região.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, não quis comentar o assunto. “Libra é uma patrimônio da União e nós não vamos falar a respeito”.

Fonte: ANP

Petrobras anuncia descoberta na Bacia Sergipe-Alagoas

Perfuração aponta para nova fronteira exploratória; qualidade do petróleo é semelhante ao das águas profundas da Bacia de Campos (RJ).

A Petrobras informou na última quarta-feira (27/10) que a perfuração do primeiro poço em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas identificou a presença de petróleo de qualidade semelhante ao das águas profundas da Bacia de Campos. De acordo com a companhia, trata-se de uma nova fronteira exploratória.

Conforme o comunicado, foi confirmada a existência de grandes acumulações nas porções mais distantes da bacia, com volumes superiores àqueles encontrados nos campos de Guaricema e Dourado, em águas rasas. Dados obtidos nos testes indicam a presença de petróleo leve.

O poço, conhecido como Barra, está localizado no bloco SEALM-426 da concessão BM-SEAL-11, no nordeste da sub-bacia de Sergipe, em profundidade de água de 2.341 metros, a 58 km da costa do Estado de Sergipe.

Segundo a Petrobras, o poço testou depósitos em acumulação desenvolvida em área de cerca de 70 quilômetros quadrados. O campo análogo mais próximo, Piranema, está a 90 km de distância. Do poço, ainda em perfuração, continuarão sendo obtidas amostras de reservatórios mais antigos e profundos.

"As informações até agora obtidas são suficientes para atestar a descoberta de uma nova província petrolífera na Bacia de Sergipe-Alagoas. Após o término da perfuração, o consórcio formado pela Petrobras (60% - operadora) e IBV-Brasil (40%), para a exploração da concessão BM-SEAL-11, dará continuidade às atividades e aos investimentos, através da perfuração de outros poços pioneiros e da elaboração de Plano de Avaliação de Descoberta a ser definido pela ANP (Agência Nacional do Petróleo)", disse o comunicado.

Fonte: Petrobras

29 de outubro de 2010

Nova Descoberta no Piauí


Um poço de gás natural estaria na Bacia do rio Parnaíba e teria capacidade de produção equivalente à metade do que o Brasil importa da Bolívia.

Após anunciar a descoberta de petróleo de alta qualidade em novos poços em águas profundas no mar de Sergipe, a Petrobrás procura ampliar seus negócios na região Nordeste, desta vez em terra firme. Um dos poços de gás natural estaria na bacia do rio Parnaíba entre Piauí e Maranhão e teria capacidade de produção equivalente à metade do que o Brasil importa da Bolívia.

"Abrimos uma nova frente exploratória", comemorou o gerente executivo de exploração da Petrobrás, Mário Carminatti. A empresa inicia no ano que vem a busca por outra fronteira petrolífera, dessa vez na chamada margem equatorial brasileira, que compreende os Estados de Ceará, Piauí, Maranhão e Pará. A empresa conclui a avaliação de estudos sísmicos referentes a blocos na região e inicia, já em 2011, uma campanha de perfuração de poços.

"O triênio 2011/2012/2013 será muito acelerado com relação a perfurações na margem equatorial brasileira", comentou Carminatti. Para o Ceará, por exemplo, estão previstos pelo menos dois poços para o ano que vem. A margem equatorial tem pouco histórico de atividade de exploração de petróleo, por causa do foco da Petrobrás, nas últimas décadas, em ampliar a produção das províncias petrolíferas da Região Sudeste, em busca da autossuficiência na produção de petróleo.


Atualmente, o Nordeste tem grande atividade petrolífera apenas em terra, em bacias já exploradas desde antes da descoberta das primeiras reservas gigantes de petróleo na Bacia de Campos. Sergipe, por exemplo, produz quatro vezes mais petróleo em terra do que no mar, segundo dados compilados pela ANP, que incluem também a produção de companhias privadas.

Além de Sergipe e Ceará, porém, é crescente a atividade em outras bacias marítimas, como Pará-Maranhão, onde Petrobrás e OGX têm concessões. Com base em relatório da consultoria DeGolyer & McNaughton, a empresa de Eike Batista acredita ter reservas em torno de 447 milhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás) em suas cinco concessões naquela bacia.

DESCOBERTAS

Bacia do Parnaíba
A OGX anunciou, no dia 12 de agosto, a descoberta de gás natural em um bloco terrestre na bacia, no Maranhão, com potencial. Segundo Eike Batista, a região tem potencial para produzir até 15 milhões de metros cúbicos por dia, metade do volume importado da Bolívia.


Bacia do São Francisco
No início de setembro, a Orteng anunciou sua primeira descoberta na bacia mineira, até hoje com pouca atividade exploratória. Não há dados sobre reservas, mas a companhia demonstrou otimismo com o sucesso da perfuração. A Petrobrás também prepara poços no local.


Bacia de Sergipe-Alagoas
A Petrobrás anunciou ontem a descoberta em águas profundas na bacia de Sergipe-Alagoas, a primeira desse tipo na região. Para a empresa, trata-se da mais nova fronteira exploratória do País.

Fonte: Estadão

Objetivo do Blog

Pessoal, espero contribuir de alguma maneira com conhecimentos da indústria petrolífera. Aqui você que não sabe muito sobre o mundo do petróleo poderá conhecer sua geologia, origem, formação, exploração, perfuração de poços, produção, refino e derivados do petróleo, entre outros assuntos adicionais. Espero contribuir para o crescimento profissional de outros através deste blog, assim como aguardo colaboração para o crescimento deste espaço de interação.
Grande abraço!